Após oito anos à frente do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) Santo André (que também cuida de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra), Norberto Perrella, seguirá como 2º vice-diretor e dará lugar a Eduardo Batistella. Ao RDtv, o empresário relembrou as lutas do período. Apesar de alguns temas considerados positivos, como a reforma tributária, o diretor-titular considera que o cenário para a indústria em 2026 será complicado.
O principal ponto de receio apontado por Perrella é a possibilidade de leis que reduzam a jornada semanal de trabalho. Em sua ótica, o atual cenário de produção industrial no Brasil não permitiria que tal ação seja feita, principalmente levando em conta a escassez de mão de obra qualificada.
“A gente não encontra hoje a mão de obra para trabalhar, o mercado como um todo tem essa dificuldade, a coisa só tende a piorar. Então, é uma coisa muito preocupante, muita luta vai ter que se fazer em cima desse tema para se proibir que passe. A coisa já tem sido feita de uma maneira estranha dentro do nosso Congresso e vamos torcer para que, no início de 2026, isso se reverta, que a gente consiga ter um pouco mais de calma para poder trabalhar.”, explica.
Infraestrutura

A sequência de dias sem energia elétrica em parte da Grande São Paulo apontou novos questionamentos a concessionária responsável, a Enel. Perrella, antes do anúncio do processo de caducidade contra a empresa, defendeu o fim do atual contrato.
“Nós levamos esse caso, em conjunto com outros CIESPs, para a nossa presidência, (19:49) o Rafael Cervone tem feito um trabalho. Nós conversamos com a superintendência da Enel, estivemos na Enel conversando, explicando todo o grande problema que nós passamos, e é sempre aquilo, promessas do que vai ser feito, os investimentos que foram feitos, que a gente não vê onde esses investimentos foram realizados, porque a qualidade de fornecimento é péssima, a gente vê o caos que vive a região.” Iniciou.
“Então, eu vejo hoje como única solução aquele trabalho que nós estamos fazendo em conjunto com outras entidades, junto ao Governo do Estado de São Paulo. Que a Enel enxergue que a Enel não tem condições de continuar prestando serviço de distribuição de energia na região que ela está hoje fornecendo, que é uma região de muita importância, inclusive para a economia do Estado de São Paulo. Então, esse, para mim, hoje eu vejo isso de uma forma bastante realista, que para mim a única solução desse problema é trocar a concessionária, eu não vejo outra solução para isso.”, completou.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
