
Mês a mês, o ano de 2026 vem se mostrando o mais violento no trânsito do ABC desde que as mortes passaram a ser consolidadas na plataforma Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito) do DetranSP, em 2015. Com os dados de julho, divulgados esta semana, já são 157 mortes nas rodovias, avenidas e ruas da região este ano, a maior soma para o período de janeiro a julho, da série histórica. Praticamente a metade dos mortos nestes sete meses, 75, são motociclistas. Em dez anos e sete meses de estatística a região já soma 2.600 mortos, sendo que 1.068 estavam em motos, o que equivale a 41% do total.
Somente no mês passado foram 19 mortos no trânsito do ABC, no pior mês de julho do Infosiga até então. A maior parte, 13 óbitos, é de motociclistas que perderam a vida em acidentes, o que revela uma tendência dos últimos sete anos. Entre 2015 e 2018 os pedestres eram a maioria dos mortos no ABC, em torno de 30%, mas de 2019 para cá o número de motociclistas mortos passou à frente culminando com 52% das fatalidades no ano passado e neste ano, até julho, os óbitos de pessoas que estavam em veículos de duas rodas foram 75, o que corresponde a 49% do total, os pedestres foram 28% e vítimas que estavam em carros foram 15%, 5% estavam em bicicletas e 1% em caminhões.
Considerando o intervalo de janeiro a julho de 2015 até 2026 se verifica que o percentual de motociclistas mortos saltou 15 pontos percentuais, de 34% para 49%. As mortes de pedestres reduziram no período de 40%, pico alcançado em 2017 para 28%, queda de 12 pontos percentuais e as vítimas fatais em carros que já foram 23% agora correspondem a 15%.
No período de 11 anos de Infosiga, além dos motociclistas mortos a região perdeu 843 pessoas que eram pedestres e morreram em acidentes de trânsito, mais 449 mortos estavam em carros, 113 em bicicletas, 50 em caminhões e oito em ônibus.
Os mortos por cidade, desde que a estatística de sinistros de trânsito teve início, São Bernardo lidera com 1.011 mortos; Santo André vem em seguida com 573; Diadema teve 406 óbitos; Mauá soma 307 perdas de vidas; Ribeirão Pires, 215; São Caetano teve 71 mortos e Rio Grande da Serra, 17. Das 19 fatalidades de julho, nove ocorreram em São Bernardo, cinco em Santo André, Diadema e Mauá tiveram dois mortos cada e Rio Grande da Serra teve um.

RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
