
A Enel constrói, em Diadema, a primeira subestação 100% digital e virtualizada do Grupo Enel no mundo. O empreendimento, localizado no bairro Eldorado, recebe investimento de cerca de R$ 93 milhões e aposta em automação, inteligência artificial e comunicação digital em tempo real para tornar a operação da rede elétrica mais segura, eficiente e confiável.
Batizada de ETD Casa Grande, a nova subestação será construída em um terreno de 5.400 m², às margens do km 21 da Rodovia dos Imigrantes, e deverá beneficiar cerca de 325 mil clientes de Diadema, São Bernardo do Campo e da Zona Sul de São Paulo. A previsão é de que a unidade entre em operação em dezembro de 2026.
O projeto adota o conceito Full Digital, que substitui grande parte das conexões convencionais por uma arquitetura baseada em fibra óptica e equipamentos inteligentes. Na prática, a tecnologia permitirá o acompanhamento contínuo do funcionamento da subestação e a comunicação direta com o Centro de Operações da Distribuição (COD), em São Paulo. De lá, os operadores poderão monitorar o desempenho da instalação e realizar manobras remotamente, reduzindo o tempo de resposta em eventuais ocorrências.
A estrutura também contará com sensores inteligentes e algoritmos de análise capazes de identificar alterações no comportamento dos equipamentos antes que elas evoluam para falhas. Com isso, a Enel pretende ampliar a capacidade de diagnóstico e antecipar possíveis problemas, tornando a operação mais segura e permitindo uma resposta mais rápida a interrupções ou outras ocorrências.
Outro diferencial está na estrutura física mais compacta. Um único servidor poderá concentrar funções que, em subestações convencionais, exigiriam diferentes equipamentos. A solução reduz a quantidade de componentes instalados, facilita os trabalhos de manutenção e aumenta a flexibilidade da operação.
A substituição de cabos de cobre por fibra óptica também contribui para a segurança da infraestrutura. Além de permitir uma comunicação mais rápida e confiável entre os equipamentos, a tecnologia reduz a vulnerabilidade a furtos de materiais.
As obras começaram em 2025 e têm duração prevista de aproximadamente 17 meses. Atualmente, cerca de 20% do empreendimento foi executado. Cerca de 120 profissionais estão envolvidos na construção do complexo.
Ao todo, a ETD Casa Grande terá três transformadores de 40 MVA cada, totalizando 120 MVA de capacidade instalada, o equivalente a aproximadamente 96 MW de potência. A estrutura contará ainda com 18 circuitos alimentadores e terá capacidade para atender quase meio milhão de residências.
Projeto desenvolvido no Brasil
A ETD Casa Grande reúne tecnologias desenvolvidas no Brasil e integra o programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo a Enel, o projeto reúne soluções inéditas para o grupo e poderá servir de referência para futuras implantações da tecnologia em outros mercados.
Menor impacto ambiental
Além dos ganhos operacionais, o projeto foi desenvolvido para reduzir o impacto ambiental da infraestrutura. A nova subestação ocupará cerca de 15% menos área construída do que uma estrutura convencional de porte semelhante e utilizará aproximadamente 50% menos cabos, reduzindo o consumo de materiais.
A instalação também contará com barreiras acústicas para reduzir a emissão de ruídos e um sistema de contenção de fluidos dos equipamentos. A arquitetura digital, por sua vez, diminui a quantidade de painéis e equipamentos físicos necessários para a operação, contribuindo para uma estrutura mais compacta e eficiente.
Números da ETD Casa Grande
- Investimento: R$ 93 milhões;
- Primeira subestação 100% digital e virtualizada do Grupo Enel no mundo;
- Cerca de 325 mil clientes beneficiados;
- Capacidade instalada de 120 MVA;
- Capacidade equivalente a quase meio milhão de residências;
- 18 circuitos alimentadores;
- Energização prevista para dezembro de 2026;
- Aproximadamente 120 profissionais envolvidos na construção.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
