
A campanha eleitoral de 2026 começou nesse domingo (16/8). Desde a meia-noite, candidatos e candidatas a deputado estadual e federal, senador, governador e presidente pedem votos nas ruas e redes sociais, além de apresentar suas bandeiras. Nas entrevistas realizadas durante a pré-campanha pelo Repórter Diário, três temas foram protagonistas: TEA (Transtorno do Espectro Autista), segurança pública e polarização.
A defesa das famílias atípicas e a maior possibilidade de tratamento para pessoas diagnosticadas com algum tipo de neurodivergência foram pontos levantados por diversos nomes da região. A busca por equipamentos que possam auxiliar nesse tratamento e melhores condições para pais e mães que precisam deixar de trabalhar para cuidar de seus filhos entraram no debate, tanto entre os estaduais quanto os federais.
De acordo com os números do Censo 2022, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil conta com um pouco mais de 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de TEA. No Estado de São Paulo são um pouco mais de 532 mil. No ABC a soma chega a 40.352 pessoas com este transtorno nas sete cidades.
Segurança
Sobre a segurança pública, três pontos são citados na maioria das entrevistas. O primeiro é a violência contra a mulher, principalmente por maiores investimentos para proteção de quem conta com medidas protetivas contras os agressores. O uso das tornozeleiras eletrônicas para essa ação é uma unanimidade.
Outro ponto debatido está em duas mudanças no Código Penal. O primeiro é acabar com as audiências de custódias, vistas como facilitadores para que prisões não sejam mantidas. O segundo é a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.
O terceiro ponto é a busca por maior investimento em videomonitoramento, principalmente após a forte divulgação do programa Smart Sampa, na cidade de São Paulo, e que é replicada em outros municípios como Santo André e São Caetano.
Polarização
A manutenção da polarização entre lulistas e bolsonaristas segue como tema para essa eleição. Neste caso se dividindo em três grupos. Existem aqueles que defendem o presidente Lula (PT), outros que defendem Flávio Bolsonaro (PL) e outros que entendem que a polarização segue criando mais problemas do que soluções para o País.
A maioria dos partidos resolveu apostar na neutralidade e, por consequência, liberar os candidatos a definirem individualmente seus apoios. Enquanto a esquerda tem a maioria voltada para Lula, a direita e o centro se dividem entre a neutralidade e a busca de apoio bolsonarista.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
