O Centro de Inteligência do Mercado (CIM), da Strong Business School, divulgou um levantamento sobre a circulação financeira no ABC durante a Black Friday. A estimativa é de R$ 466 milhões, um valor 3,3% mais alto do que o estimado em 2024. Ao RD Momento Econômico desta terça-feira (25/11), o economista e professor Sandro Maskio ressaltou que o cenário econômico positivo, principalmente em relação ao emprego, faz com que haja mais confiança do consumidor para este período de promoções.
“A gente tem uma situação de mercado de trabalho bastante favorável, com uma taxa de desemprego bastante pequena para o padrão histórico brasileiro (5,6%). Uma massa de renda circulante, isso é um dado extremamente importante. Uma massa circulante maior, massa de renda somatória, de renda que as pessoas recebem, não é apenas olhar para o salário médio, que também teve uma pequena evolução. Salário médio, em uma situação de desemprego baixo, ele evolui de forma lenta, mas para o varejo, para a movimentação do varejo, é importante essa somatória de renda disponível na economia, que tem melhorado ao longo do tempo.”, explica Maskio.
Com uma soma maior da renda disponível para a economia, o poder de compra aumenta na população, o que gera tal resultado. O ABC conta com uma expectativa de aumento de consumo que é maior do se aponta nacionalmente (2,4%).

Outro ponto que chama a atenção é o uso da Black Friday para antecipar as compras dos presentes de Natal. 65% dos entrevistados na pesquisa do CIM apontam este caminho. 9% vão antecipar todas as compras, outros 30% vão antecipar 25% dos presentes e outros 20% vão antecipar 50% dos presentes em novembro.
“Essa é uma característica específica no mercado variante brasileiro, que é diferente da dinâmica norte-americana, de uma certa forma, à medida que a Black Friday foi se consolidando na economia, ela começa ali na década de 2010, mas começa de uma maneira mais, começa de uma forma lenta, com poucas instituições, poucas grandes redes participando, de uma forma online inicialmente, isso vai ganhando espaço, vai ganhando outros segmentos, hoje você vê até farmácias com propaganda Black Friday e tal.”, inicia Maskio.
“Essa ampliação do movimento da Black Friday no Brasil, a expectativa que você gera dos consumidores, isso cria um desafio ao varejista, ao lojista na ponta, porque de uma certa forma, essa expectativa que se tem de se encontrar preços menores, promoções que sejam mais atrativas no mês de novembro, na Black Friday, algumas pessoas, eventualmente, fortemente, aliás, programam essa antecipação do consumo, de uma certa forma, ela espreme um pouco a data do Natal, espreme esse calendário do varejo ir para o Natal.”, complementa.
O economista aponta a necessidade do comerciante se atentar em formas de manter esse cliente ativo para dezembro e apresentar formas que possam manter esse consumo, assim aproveitando os festejos natalinos para o seu faturamento.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
