
Presentes em mais de 90% dos lares brasileiros, alimentos industrializados como biscoitos, massas, pães e bolos fazem parte da rotina diária por sua praticidade, sabor e conveniência. Assim como outros produtos da indústria alimentícia, esses itens integram o dia a dia de milhões de pessoas – embora ainda sejam cercados por mitos que o projeto Comer Com Ciência, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tem se dedicado a esclarecer.
“Há produtos industrializados com excelente qualidade nutricional, composição simples e alta praticidade. O mais importante é considerar o conjunto da alimentação, o estilo de vida e a frequência de consumo”, explica a nutricionista Bianca Naves, embaixadora da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi).
A associação tem atuado ativamente na missão de esclarecer a população sobre o papel da indústria de alimentos como aliada da nutrição e do acesso democrático à alimentação.
Mitos e fatos sobre alimentos industrializados
Para Bianca Naves, é essencial que as escolhas alimentares sejam feitas com base em informações confiáveis, esclarecendo alguns dos principais mitos que envolvem os alimentos industrializados como:
“Todo alimento industrializado é ruim para a saúde.”
Mito. Existem produtos com excelente qualidade nutricional e seguros. O equilíbrio alimentar depende do padrão de consumo e dos hábitos de vida.
“O que é feito em casa é sempre melhor.”
Mito. Um alimento caseiro pode conter altos níveis de açúcar, sal ou gordura. A indústria garante padronização.
“O processamento de alimentos garante a qualidade do produto.”
Fato. O ambiente industrial oferece controle rígido de temperatura, higiene e validade. Esses fatores asseguram que o alimento chegue ao consumidor em condições ideais.
“Alimentos industrializados são cheios de ingredientes artificiais.”
Mito. Muitos alimentos industrializados têm composição simples, conhecidos como clean label. São diversas as opções nas categorias de pães, massas, iogurtes e molhos, por exemplo.
Informação baseada em ciência
“O processamento é essencial para garantir a segurança alimentar no futuro, num contexto em que 68% da população mundial será urbana até 2050, segundo estimativa da ONU”, aponta Luis Madi, coordenador da Plataforma de Inovação Tecnológica (PITec) do Ital, que lidera o projeto Comer Com Ciência.
Por meio do perfil no Instagram comercomcienciaoficial, o projeto aborda temas como rotulagem, segurança dos alimentos, processamento, saudabilidade e sustentabilidade. O objetivo é ampliar o acesso à informação confiável e desmistificar o universo dos alimentos industrializados.
“Comer Com Ciência é fazer escolhas com base em informação. Alimentos industrializados não devem ser tratados como vilões. Por trás de diversos alimentos disponíveis para o consumidor, há muita ciência e tecnologia a favor da nutrição, da segurança alimentar e da saúde. A Abimapi tem orgulho de representar um setor que inova, investe em qualidade e trabalha todos os dias para levar alimentos confiáveis à mesa da população”, conclui Bianca Naves.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
