
A passagem Armando Maciel da Silva, antiga “Viela 7”, que liga a rua Jacuí à avenida Paranapanema, no Jardim São Judas, em Diadema, passou a ser utilizada por motociclistas como atalho e possível rota de fuga, segundo relatos de moradores. O problema se intensificou após a construção de uma rampa de acessibilidade, em novembro de 2025, sem a instalação de uma barreira que, de acordo com os moradores, impediria a passagem de motos.
A rampa foi construída após reivindicações de moradores para facilitar o deslocamento de idosos, cadeirantes e pessoas com deficiência. Antes da obra, o acesso era feito apenas por escadas, o que dificultava a passagem de pessoas com mobilidade reduzida e de moradores que utilizam carrinhos de feira.
Em entrevista ao RD, o líder comunitário e morador da região Cosmo Maciel da Silva, de 58 anos, afirma que a obra melhorou o acesso à passagem, mas a falta de uma barreira facilitou a passagem de motociclistas pela rampa. “A rampa ficou maravilhosa, mas não cumpriram a outra parte, que era colocar uma proteção para não passar moto. Melhorou de um lado e piorou do outro”, afirma.

Segundo o morador, após a conclusão da obra, funcionários informaram que uma estrutura seria instalada para permitir a passagem de pedestres, cadeirantes e carrinhos de feira, mas impedir o acesso de motocicletas. Até agora, porém, a barreira não foi instalada.
As tentativas de cobrar uma solução também não tiveram resultado. Cosmo afirma que reclamações foram encaminhadas ao Departamento de Obras, à Prefeitura e a vereadores da cidade, mas os órgãos deixaram de responder às mensagens ou atribuem a responsabilidade entre si. “Você manda mensagem, visualizam e não respondem. Um empurra para o outro e, no final, ninguém resolve nada”, critica.
Risco de atropelamento preocupa moradores
A principal preocupação é com a velocidade das motocicletas que passam pelo local. Cosmo afirma que algumas pessoas evitam a rampa quando percebem a aproximação de motociclistas e usam a parte com escadas para reduzir o risco de acidentes. “Quando veem o motociclista na descida ou na subida em alta velocidade, as pessoas desviam e vão pela escada. No fim, quem mais usa a rampa são os motoqueiros. E se atropelar um cadeirante, uma pessoa com deficiência ou uma criança?”, diz.
O morador relata que a viela já era utilizada como rota de fuga antes da construção da rampa. Segundo Cosmo, motociclistas e suspeitos de assaltos usam o caminho para cortar distância entre as vias da região.
Um ponto de ônibus que ficava próximo à passagem chegou a ser transferido após reclamações sobre assaltos. “Era assalto quase todo dia, principalmente de manhã cedo. O ponto foi mudado mais para cima e ajudou, mas a viela continua sendo um caminho que facilita a fuga”, relata.
Moradores também pedem instalação de corrimão
Outra reivindicação envolve a instalação de corrimão na parte da passagem que permanece com escadas. Segundo Cosmo, a estrutura daria apoio a idosos e outras pessoas que têm dificuldade para subir e descer pelo local. “Temos que pensar nos idosos, que precisam se segurar para subir e descer uma escada”, afirma.
Em nota ao RD, a Prefeitura de Diadema informou que, em relação à instalação de barreira e corrimãos, uma equipe técnica fará uma vistoria no local nesta quarta-feira (9) para verificar as condições da passagem e os insumos necessários para a execução dos serviços.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
