
Uma caixa de energia aberta e com fios expostos na praça Kaleman, em Diadema, tem preocupado moradores que frequentam o local. Segundo denúncias encaminhadas ao RD, a estrutura representa risco à segurança da população, principalmente de crianças que utilizam diariamente o espaço de lazer. Diante da situação, moradores cobraram providências da Prefeitura e alertaram para a possibilidade de acidentes caso o problema não fosse solucionado.
Além de espaço de convivência e lazer, a praça Kaleman possui importância histórica e social para o Jardim Campanário. Inaugurada há 31 anos, a área foi criada como símbolo de resistência e reconstrução da comunidade após a chacina que vitimou seis jovens em 1990. Desde então, o local se tornou ponto de encontro para atividades culturais, esportivas e ações comunitárias, reunindo moradores de diferentes gerações.
Após os relatos dos moradores, a Prefeitura de Diadema informou que realizou, na tarde desta quarta-feira (29/07), a manutenção da caixa do medidor de energia da Enel, responsável pela iluminação pública da praça Kaleman. O município também orientou que pedidos de manutenção e zeladoria em espaços públicos sejam registrados pelos canais oficiais, como o aplicativo Colab, o portal da Prefeitura, o telefone 0800 770 4348, o WhatsApp (11) 99932-0968 ou presencialmente na Central de Atendimento, localizada no Poupatempo.
O líder comunitário do bairro Jardim São Judas, na região do Campanário, Cosmo, afirmou que a situação vinha causando preocupação entre os moradores, principalmente pelo risco de acidentes envolvendo crianças que frequentam a praça. Segundo ele, a caixa de energia aberta e com fios expostos representava um perigo constante pela possibilidade de contato com a rede elétrica.
“Essa praça está completamente abandonada pela gestão. Não tenho coragem de levar meu netinho para passear no local desse jeito”, afirmou. Para o líder comunitário, a falta de manutenção compromete a segurança de um espaço que deveria ser utilizado pelas famílias para lazer e convivência.
Segundo Cosmo, o problema foi comunicado diversas vezes à Prefeitura de Diadema por meio do canal de atendimento Colab ao longo do último ano, mas, até então, os moradores não haviam recebido uma solução. Ele afirma que a demora aumentou a insegurança de quem utiliza a praça diariamente, especialmente crianças e idosos.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
