O vereador de Mauá Leonardo Alves (PSDB) é um dos pré-candidatos a deputado federal na região. Em seu segundo mandato, o tucano quer quebrar um jejum de 40 anos sem que a cidade tenha um representante na Câmara dos Deputados. Ao RD Cast desta segunda-feira (27/07), o parlamentar relatou a necessidade da cidade em ter mais recursos, algo que pode ser conquistado em Brasília.
“Então, a gente recebeu o convite, recebemos o convite do PSDB, do meu partido, recebi também outros convites por outros partidos, e aí a gente pensou muito, conversou com a base, conversamos na rua, para poder topar esse desafio, que é um baita desafio. Então, o que nos motiva é que a cidade de Mauá carece de recursos, a gente precisa buscar recursos em outras esferas, e a nível federal é onde está o maior número de recursos, quando a gente fala do Congresso Nacional, é onde basicamente todo recurso federal vem para a cidade, e a gente vai começar a discutir e falar um pouco sobre a nossa pré-candidatura e isso que nos motivou, buscar esse recurso que está travado em Brasília, ter uma representação e uma articulação direta em Brasília para representar a cidade de Mauá.”, explica.
A última vez que a cidade elegeu de forma direta um deputado foi em 1986, quando José Carlos Grecco conquistou uma vaga no Congresso Nacional. Depois se elegeu prefeito. E até hoje segue filiado ao PSDB. A cidade chegou a ter outros dois parlamentares, Wagner Rubinelli (2003 a 2005) e Hélcio Silva (2013 a 2015).
Bandeiras

Entre as principais bandeiras de Leonardo Silva para a futura campanha estão a busca de recursos para a qualificação do Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, algo que considera prioritário, e o endurecimento das leis contra quem comete crimes de abuso contra crianças e adolescentes.
“Nós precisamos agir com mais rigor na aplicação dessas leis, de forma mais imediata. Porque, você imagina só, é muito complexo a gente tratar e ter provas quando se trata de assunto de violência contra a criança. Muitos e muitos casos, quem que vai falar pela criança? Se, às vezes, aquele que abusou, aquele que violentou, não está nem na casa.”, disse o ex-presidente do Conselho Tutelar de Mauá.
Outro ponto é a busca de ações voltadas para a comunidade atípica. Questionado sobre o fato do TEA (Transtorno do Espectro Autista) ter virado uma “moda” entre os pré-candidatos, Leonardo Alves alerta que é necessário conhecer a história de cada um que entrará na próxima eleição para entender quem realmente defende a causa e quem está usando só para buscar votos.
“Em período eleitoral agora tudo virou TEA, toda discussão, tem movimentação de todo canto. A minha relação com esse tema surgiu no Conselho Tutelar. Os meus primeiros casos foram de neurodivergentes, de pessoas com deficiência. Então, desde lá para cá, a gente tem atuado de forma direta e indireta na defesa das pessoas com TEA, na defesa das pessoas com deficiência. Meu primeiro caso foi um garoto autista abusado, estava sendo abusado diariamente.”, iniciou.
“Várias mães procuravam o Conselho Tutelar como uma salvação para a gente buscar um neuro, um fono. Enfim, lá a gente começou a surgir e veio a necessidade de perto. O quanto crianças e adolescentes precisam. E quando a gente ia para o chão da escola, a mesma coisa. Antigamente era duas ou três crianças por escola com deficiência. Hoje é quatro, cinco por sala de aula. Então, nós temos uma relação antiga desde quando fui Conselho Tutelar sobre esse tema.”, seguiu.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
