
Um morador da travessa Quintino Bocaiuva, na Vila América, em Santo André, afirma enfrentar problemas com a Sabesp desde o fim de 2025 por causa da interrupção da leitura do hidrômetro e da entrega das contas de água em sua residência. Em entrevista ao RD, Edgar Ikeda, de 50 anos, relata que a companhia deixou de realizar a leitura mensal do consumo.
A situação já motivou diversas reclamações à companhia, mas, segundo Edgar, o problema permanece sem solução. Além disso, ele relata ter recebido avisos de cobrança e até notificações sobre possível corte no abastecimento, mesmo sem receber regularmente as faturas.
Ikeda explica que, nos meses de novembro e dezembro do ano passado, as contas ainda eram entregues, mas apresentavam registros de impedimento de leitura, com justificativas como “imóvel fechado” ou “número não encontrado”. O morador estranhou a situação, já que as faturas chegavam normalmente à caixa de correspondências da residência. “Se não encontraram o número da casa, como a conta foi parar na minha caixa de correio?”, questiona.
Desde janeiro, a leitura do hidrômetro deixou de ser realizada e as contas deixaram de ser entregues no imóvel. Para acessar as faturas, Edgar precisa entrar em contato com a Sabesp. Ele conta que procurou a ouvidoria da companhia pelo menos três vezes e, em todas elas, recebeu a informação de que o atendimento seria normalizado no mês seguinte, mas isso nunca aconteceu. “Eu vejo que os vizinhos recebem a conta normalmente, mas a minha não chega. Aí preciso entrar em contato com a ouvidoria toda vez, eles dizem que vão resolver, mas o problema continua”, relata.
Edgar diz que a residência possui identificação visível e fica em uma rua de fácil acesso, sem dificuldades para localização. Segundo ele, os imóveis vizinhos recebem normalmente as contas de água, enquanto a falha ocorre apenas em seu endereço. O morador também afirma que a Sabesp nunca explicou o motivo da interrupção da leitura do hidrômetro nem da entrega das faturas.
Com a interrupção da leitura, as contas passaram a ser faturadas pela média de consumo. Edgar teme que, quando a aferição do hidrômetro for retomada, a diferença entre o consumo registrado e os valores cobrados até agora resulte em uma conta elevada. “A média considera apenas um consumo estimado. Enquanto isso, o hidrômetro continua registrando o consumo real. Quando fizerem a leitura novamente, pode surgir um acúmulo e uma cobrança muito maior”, afirma.
Em nota ao RD, a Sabesp informou que analisou o caso e identificou que, em alguns períodos, houve faturamento pela média devido a dificuldades na leitura do consumo. Segundo a companhia, a situação foi regularizada e as leituras dos meses de junho e julho deste ano já foram realizadas presencialmente, com entrega das faturas ao morador.
A companhia também afirmou que o faturamento pela média não causou prejuízo financeiro ao cliente, pois o consumo permaneceu na faixa de tarifa mínima. A Sabesp informou que as próximas leituras do imóvel serão realizadas presencialmente.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
