Isotônicos e soro caseiro são as melhores opções em caso de alta desidratação

Nas últimas semanas, a onda de calor no Estado de São Paulo tem despertado uma série de alertas em relação a saúde e a importância da hidratação constante quando as temperaturas estão acima dos 30ºC. Apesar da água mineral ser o item mais consumido em dias de muito calor, em casos de desidratação ou insolação, as melhores opções são os isotônicos, água de coco e a mistura de água com sal, já que os eletrólitos presentes nestas bebidas são extremamente importantes para manter a água no organismo.

Em entrevista ao RDtv, a farmacêutica bioquímica e professora titular de Fisiologia no Centro Universitário FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Monica Sato, explica que o calor faz com que o corpo perca água e eletrólitos e que o aumento da temperatura corporal para níveis críticos (acima de 39o C) pode aumentar o risco de induzir destruição de proteínas importantes que fazem as células do organismo funcionarem.

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“Ao suarmos, perdemos sódio, potássio, magnésio e água, e os isotônicos são formulados para ajudar na reposição desses eletrólitos, evitando desequilíbrios que podem levar à desidratação e fadiga. No caso da água com sal e açúcar (soro caseiro), o sal ajuda a manter o equilíbrio dos fluidos, o que regula a quantidade de água nas células e, sem o sódio, as células podem murchar em razão da desidratação”, diz.

Eletrólitos presentes nestas bebidas são extremamente importantes para manter a água no organismo (Foto: RDtv)

Os sinais mais comuns da desidratação são a sede exagerada, boca e pele secas, olhos fundos, ausência ou pequena produção de lágrimas, diminuição da sudorese, dor de cabeça, sonolência, tonturas, fraqueza, cansaço e até aumento da frequência cardíaca também podem estar associados à falta de água no organismo.

“Em casos mais graves, esses sintomas se intensificam e então pode surgir, ainda, queda de pressão arterial, perda de consciência, convulsões, coma, falência de órgãos e até a morte. No caso da insolação, os sintomas podem incluir febre alta, tontura, dor de cabeça, náuseas, vômitos, pulso rápido, pele quente e seca, distúrbios visuais como visão borrada e confusão mental”, acrescenta a especialista.

Monica destaca ainda que bebês e idosos são os grupos que sofrem ainda mais com o calor, já que o risco de desidratação é maior. “Ambos possuem percentual de água no corpo muito menor do que pessoas com idades entre 30 e 40 anos, por exemplo. Em qualquer situação de muito calor, idosos e bebês devem evitar o sol o máximo que puder, estar sempre hidratados, com filtro solar e utilizando roupas leves e, de preferência, com tecidos que não sejam sintéticos”, ressalta. Assista a entrevista completa!

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