ABC - quinta-feira , 18 de julho de 2024

Cesta básica no ABC tem o menor preço desde 2021

Desde janeiro de 2022, o preço médio da cesta básica no ABC não registrava valores abaixo de R$ 1.000, mas felizmente, este cenário mudou. Setembro deste ano registrou o menor preço da cesta básica desde dezembro de 2021, e ficou na média R$ 994,05, com variação de 2,76% em relação a agosto, o que representa diferença de R$ 28,23 na conta.

Ao RDtv, o engenheiro agrônomo da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), Fábio Vezzá De Benedetto, destaca quais, dos 34 produtos que compõem a cesta, foram os responsáveis pela queda no valor. “Em comparação com setembro de 2022, a cebola foi o produto que teve a maior queda no valor, passou de R$ 6,31 ano passado para R$ 3,11 esse ano. Em seguida aparece o óleo de soja, que hoje está na faixa dos R$ 5,79, enquanto no ano passado estava R$ 8,84”, afirma.

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De agosto para setembro, o preço da cesta básica teve queda de R$ 28,23

Entre outros produtos que registraram grandes quedas em comparação a setembro de 2022, Vezzá cita o café (de R$ 18,94 para R$ 15,21), o leite (de R$ 5,28 para R$ 4,34), o frango (de R$ 10,36 para R$ 8,62) e o feijão (de R$ 8,38 para R$ 7,20).

Apesar da queda no valor total da cesta, alguns produtos tiveram aumento significativo nos preços. “Por conta da onda de calor extremo que tivemos nas últimas semanas, a produção de alguns alimentos foi prejudicada, o que impactou diretamente no valor, mesmo comparado com o ano passado. Foi o caso do tomate que, em setembro deste ano esteve na faixa dos R$ 9,44 enquanto em 2022 custava cerca de R$ 5,39”, reforça.

Vezzá diz ainda que em anos anteriores, o recuo de preços de alimentos como o tomate, costumava ser mais rápido, já que o produto era consumido apenas pelas famílias, mas a tendência mudou nos últimos anos. “A alimentação feita fora de casa, como em restaurantes self service, hamburguerias e pizzarias se tornaram grandes consumidoras de tomate, então mesmo que as famílias deixem de consumir, o preço não abaixa por conta da demanda destes empreendimentos”, frisa.

O agrônomo destaca que as constantes mudanças climáticas são fator crucial no que se trata de estabelecer preços de alimentos. “Seja com muito sol e tempo seco ou muita chuva, essas variações drásticas na temperatura afetam todas as produções. Caso isso não seja revertido, poderemos enfrentar uma série de problemas na produção e venda de alimentos”, orienta.

A pesquisa é feita em grandes redes de supermercados da região, como a Coop – Cooperativa de Consumo, Carrefour, Sonda, Nagumo, Joanin e Extra. Atacados e atacarejos não estão inclusos na pesquisa da Craisa.

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