Pacientes reclamam da saúde em Santo André

(Foto: Amanda Lemos)

Moradores de Santo André reclamam para ser atendidos nos equipamentos de saúde. Com as sete unidades fechadas para reforma, os usuários se queixam de atraso em mais de 2h no atendimento e superlotação dos equipamentos que passaram a atender pacientes de outros bairros. José Paulo de Albuquerque Filho, 56, morador do Jardim Santo André, diz que o posto ficava a menos de 300 metros de casa, e agora, tem de ir até o PA Vila Luzita para receber atendimento. “O percurso que eu fazia em menos de cinco minutos agora gasto mais de 40”, diz o aposentado.

Selma Valentini, 57, também moradora do Jardim Santo André, reclama que teve de esperar mais de uma hora para ser atendida, por causa de queimaduras na mão, no PA Vila Luzita. “O preenchimento de ficha e atendimento demoravam uns 20 minutos e agora triplicou, porque é muita gente”, diz.

Daniel de Lima Domingos, 35, que esteve no PA Vila Luzita para acompanhar o filho, reclama que precisou aguardar mais de 1h30 para ser atendido e saíram sem concluir os procedimentos. “A máquina de raio x está quebrada, ele não conseguiu fazer o exame. Quando trouxe minha outra filha aqui não era assim”, diz.

Flávia Alves da Silva, 42, esteve na ala de pediatria segunda-feira (28) e foi informada na recepção que a fila de espera era de duas horas. “Falaram que é porque tem muita gente”, relata. Amarildo Vanderlei Ribeiro, 49, reclama da falta de medicamentos no estoque. “Vim buscar meu remédio para diabetes e falaram que não tinha, tive de tomar outro”, relata.

Na Unidade de Saúde Parque das Nações, Isabel Salmeirão, 75, vizinha do equipamento recém-fechado, reclama das interdições. “Não precisavam fechar sete de uma vez só. Tive de andar 40 minutos para chegar à unidade do bairro Santo Antonio para pegar medicamentos”, reclama.

As sete unidades fechadas são Vila Humaitá, Bom Pastor, Campestre, Centro de Especialidades 3, Jardim Santo André, Parque das Nações e Parque Novo Oratório. O projeto de reforma e modernização, que deve durar pelo menos um ano, custará cerca de R$ 4 milhões.

Prefeitura

Na terça-feira (29), o aparelho de raio-X da Unidade de Pronto Atendimento Central quebrou e a fila se estendeu para fora do prédio. Os pacientes que necessitavam do exame foram encaminhados para o Centro Hospitalar Dr. Newton da Costa Brandão.

Por meio de nota, a Prefeitura informa que o serviço está sem operação e que tem direcionado os pacientes ao Centro Hospitalar sem sofrer prejuízos, uma vez que a administração garante o transporte até o equipamento na vila Assunção. A administração, porém, vê cunho político na decisão da Ghenfold (prestadora de serviço dos exames de imagem), em paralisar o serviço de raio x, já que na gestão anterior a empresa ficou um ano sem receber.

Em relação às intervenções, a Prefeitura informa que toda rede de saúde será modernizada e reestruturada pelo programa Qualisaúde para que possa implementar novo padrão de atendimento com prontuário eletrônico e dispensa de medicamentos por código de barras.

O PA (Pronto Atendimento) Bangu, fechado desde o ano passado, tem previsão para ser reaberto em abril de 2018 e a UPA Centro, fechada desde 2016, será transformada em Unidade de Saúde da Família (USF) e Ambulatório de Moléstias Infecciosas (ARMI), com reabertura em maio de 2018. (Colaborou Amanda Lemos)

(Fotos: Amanda Lemos)

 

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