
Santo André concluiu uma etapa de ampliação do Aterro Sanitário Municipal e já começou a fazer a disposição dos resíduos orgânicos na nova área de 8 mil m². O espaço é responsável por garantir mais dois anos de vida útil ao equipamento, que completa 40 anos de existência neste ano e é o único administrado por uma Prefeitura no ABC.
O novo local terá capacidade para receber 500 mil toneladas de resíduos orgânicos. Anualmente, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) coleta, em toda a cidade, mais de 200 mil toneladas de materiais.
O prefeito Gilvan Ferreira afirmou que, além das obras de ampliação, o aumento da vida útil do aterro depende da redução da quantidade de resíduos destinados ao local. “Contamos muito com o apoio da população para separar os resíduos recicláveis dos úmidos”, diz.
Gilvan também destaca que Santo André é a única cidade do ABC a manter um aterro sanitário administrado pelo próprio município. “Economizamos recursos públicos, geramos emprego e renda e destinamos os resíduos de forma ambientalmente correta”, afirma.
Ao evitar a destinação dos resíduos para um aterro particular, o Semasa economiza mais de R$ 70 milhões por ano. Esse recurso pode ser aproveitado para desenvolver ou ampliar políticas públicas que fortalecem a reciclagem, a exemplo dos programas Moeda Verde (troca recicláveis por alimentos), Meu Condomínio Recicla, Composta Santo André (incentiva a compostagem de orgânicos), além de construir mais estações de coleta (ecopontos) ou quintais verdes (espaços que incentivam práticas sustentáveis, como a compostagem).
História
Criado em 1986, o Aterro Sanitário Municipal está localizado no bairro Cidade São Jorge. O espaço integra a Central de Tratamento de Resíduos, que abriga ainda duas lagoas de chorume – a produção do líquido percolado, decorrente da decomposição da matéria orgânica dos materiais aterrados, que é coletada e enviada para tratamento.
Também funcionam no local duas cooperativas de reciclagem, um ecoponto exclusivo para o recebimento de pneus e a Unidade de Tratamento de Resíduos da Construção Civil, responsável por receber e processar o entulho proveniente das estações de coleta. O material é reaproveitado em obras de pavimentação.
Antes do aterro, no mesmo terreno existia uma usina de compostagem. E, anteriormente, um lixão. Santo André foi a primeira cidade do ABC a erradicar um depósito irregular de resíduos a céu aberto. De 1986 até 1999, a gestão do aterro era executada pela Prefeitura. Depois, o Semasa passou a se responsabilizar pelo equipamento.
Nova etapa de ampliação
Para garantir mais tempo de sobrevivência ao Aterro Sanitário Municipal, Santo André já realiza novos estudos para ampliar o seu espaço. A próxima etapa de expansão deve envolver uma área de 15 mil m² e acrescentar, ao todo, mais cinco anos de vida útil ao equipamento. Com a redução do volume de resíduos destinado ao local anualmente, porém, esse período pode ser ainda maior.
As obras envolvem diversos processos para garantir o tratamento e aterramento adequados, como escavação, compactação e impermeabilização do solo, com implantação de mantas para proteger e evitar a contaminação das águas subterrâneas, além da construção de drenos para captar o chorume.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
