
Os ex-deputados federais do PL Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem publicaram na quarta-feira (28/10) fotos com o senador e candidato derrotado à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nas redes sociais.
Flávio chegou aos Estados Unidos por Miami com a família na quarta-feira (28). O senador deixou o Brasil e descumpriu uma ordem judicial que determinava a entrega de passaportes e o proibia de sair do País.
Ele é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), que apuram lavagem de dinheiro em sua relação com o advogado Willer Tomaz e um pedido de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a realização de Dark Horse, cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O senador deixou o Brasil dois dias depois de perder a eleição presidencial para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por uma diferença de 4,4 milhões de votos. Desde que o resultado foi anunciado, ele contesta a derrota e acusa, sem provas, a existência de fraude na eleição. Em 2027, o político ficará sem mandato pela primeira vez em 24 anos e perderá o foro privilegiado.
Ainda nesta quarta-feira (28), Flávio publicou nas redes sociais uma carta aberta de teor golpista, na qual se opunha, mais uma vez, ao resultado das urnas, se declarava o “verdadeiro presidente eleito” e afirmava que pretendia liderar a oposição a partir dos EUA. A carta trazia ainda o antigo brasão, usado após a Proclamação da República, com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, com z.
Ele apagou a publicação e, momentos depois, postou uma nova versão da carta, na qual se dizia “líder do Brasil” e usava o brasão atual da “República Federativa do Brasil”.
Eduardo e Ramagem estão nos Estados Unidos desde 2025. Eduardo foi para o país no início do ano passado, quando tentou interferir no julgamento de Jair Bolsonaro pela trama golpista, ao pedir ao governo americano sanções contra o Brasil. Na época, a gestão de Donald Trump impôs um tarifaço sobre produtos brasileiros. Pela ação, Eduardo foi condenado por coação no curso do processo a quatro anos de prisão.
No início de outubro, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou a prisão do ex-deputado, cujo nome foi incluído no Banco Nacional de Mandados de Prisão.
Ramagem fugiu para os Estados Unidos em setembro de 2025, apesar da proibição de deixar o País. Em novembro do mesmo ano, sua prisão preventiva foi decretada após a conclusão do processo que resultou em sua condenação por participação na tentativa de golpe de Estado. O ex-deputado foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo de Jair Bolsonaro.
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