O vereador de Mauá Alessandro Martins (União Brasil) está em sua segunda tentativa para ser deputado estadual. Em entrevista ao RDtv dessa sexta-feira (21/08), o parlamentar destacou que entre as suas principais metas, caso chegue à Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), é conseguir orçamento para a criação de um hospital veterinário na cidade.
“Eu, como vereador na cidade de Mauá, a gente não tem muitos recursos. O vereador está aqui para fiscalizar e cobrar o executivo. Como deputado estadual, eu vou conseguir trazer bastante emendas para a cidade, não só pra Mauá, mas para o ABC inteiro. Isso que me motivou para gente conseguir. Hoje, em Mauá, a gente não tem um hospital veterinário. Eu estou batendo em cima disso aí. Então, eu, como vereador, não consigo articular muita coisa para causa animal. Não só para causa animal, mas para população inteira.”, explica.

Apesar da existência de um ambulatório para o atendimento dos pets na cidade, Martins considera que há necessidade de um equipamento que possa atender no formato 24 horas. Em casos de animais resgatados durante a noite, finais de semana e feriados, a responsabilidade acaba ficando nas mãos dos ativistas, que muitas vezes não contam com recursos financeiros para conseguir bancar um atendimento especializado.
Além disso, entende que há necessidade de um local que possa realizar atendimentos de maior complexidade, principalmente cirurgias, algo muito demandado no município.
A causa animal virou um dos temas centrais de muitas candidaturas nos últimos anos. Na visão de Alessandro, muitos se utilizam desse expediente para conquistar votos, mas ao chegar no mandato o número de ações votadas ao tema é pequeno ou inexistem.
“Aparece um monte, na eleição aparece um monte de candidato que gosta dos animais, que fala, que ajuda. Eu sempre falo para as pessoas, entre na rede social dessa pessoa, vai lá e vê os últimos anos dela, o que ela fez pela causa animal, um ano atrás, dois anos, três anos. Puxa lá dez anos e compara, vê quem está na causa mesmo ajudando e quem está ali só para fazer a política, né? Porque quando acaba a eleição, todo mundo vai embora. Aí só fica aqui, nós aqui correndo, nós os protetores, correndo atrás dos bichos na rua, cuidando daqui, levando ração, levando medicação, entendeu? Socorrendo.”, explica.
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