
A semana foi marcada por dois episódios envolvendo a Hapvida NotreDame, um deles foi um vazamento no hospital próprio do convênio, em São Bernardo e outro foi o temor de centenas de pacientes que fazem hemodiálise de perderem o atendimento em clínicas conveniadas por causa da relação comercial entre as duas empresas. A Hapvida diz que ambas situações foram contornadas; o vazamento na tubulação do hospital foi reparado e o atendimento para os pacientes de hemodiálise também está garantido, apesar de nota da clínica DaVita, ainda não confirmar o entendimento comercial.
Na segunda-feira um vazamento de água no prédio do Hospital São Bernardo, que pertence à Hapvida chamou a atenção. Vídeo que circulou por redes sociais mostrou grande quantidade de água caindo do teto de um dos quartos. A empresa disse que o problema foi pontual e rapidamente resolvido. “A unidade reforça seu compromisso com a segurança, a qualidade assistencial e o conforto de seus pacientes. Esclarece que, durante a execução de uma obra de melhoria, ocorreu um vazamento pontual que atingiu uma única acomodação da unidade. A situação foi prontamente identificada e solucionada pela equipe técnica. Como medida preventiva, o paciente foi imediatamente transferido para outra acomodação, garantindo a continuidade da assistência. Após a conclusão dos reparos, a acomodação foi liberada para uso”, diz a operadora de saúde que acrescentou que o ocorrido praticamente não afetou o funcionamento do hospital.
Sobre a situação do contrato entre a Hapvida e a DaVita, que tem clínicas na região e presta atendimento a pacientes renais que precisam de hemodiálise, há relatos em redes sociais demonstrando preocupação com a continuidade do tratamento que é indispensável. Eles relataram que foram chamados para reunião com responsáveis pelas clínicas e receberam a informação de descredenciamento da DaVita junto à Hapvida porque a operadora não estaria honrando pagamentos pelos serviços prestados.
Os pacientes relataram ainda que questionaram o convênio médico e não obtiveram retorno sobre para onde serão encaminhados para a realização da hemodiálise. Regina Sobral Gonçalves usou sua rede social para contar que faz hemodiálise na DaVita de São Bernardo, que foi informada do descredenciamento e que estava preocupada sobre como ficará o tratamento.

Em nota, a DaVita disse estar em negociação com a Hapvida. “Após a notificação, DaVita e Hapvida iniciaram conversas para buscar uma solução para o desafio atual da relação contratual. Tão logo um acordo seja concretizado, pacientes e mercado serão informados”, resume a rede de clínicas.
Já a Hapvida Notre Dame disse que a situação está superada. “A empresa informa que, em nenhum momento, houve interrupção dos tratamentos dos pacientes atendidos pelo prestador de serviços credenciado, que permaneceram recebendo normalmente toda a assistência necessária. As negociações entre as partes foram concluídas, com a manutenção do contrato para a continuidade dos atendimentos e da prestação dos serviços”, diz a operadora, em nota.
A Hapvida negou débitos com a DaVita e que o atendimento seguirá com a mesma qualidade. “Não há débitos em aberto com o prestador. A operadora reforça seu compromisso em garantir aos beneficiários um atendimento seguro, de qualidade e com continuidade do cuidado. Suas ações permanecem alinhadas às diretrizes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), priorizando uma assistência responsável, acolhedora e centrada no bem-estar de seus clientes”, diz a operadora de saúde.
Dentre as empresas mais reclamadas no Procon de São Paulo, a Hapvida está em 84ª colocação com 1.717 reclamações registradas entre janeiro e julho do ano passado e menos queixas no mesmo período deste ano; 1.072.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
