A ex-vereadora de Santo André e candidata a deputada estadual Bete Siraque (PT) participou do RD Cast desta quinta-feira (24/09). Ao falar sobre sua campanha, a petista apontou o crescimento da preocupação sobre a violência contra as mulheres. A educadora apontou a necessidade de ações preventivas, principalmente para que os jovens não sejam atingidos por uma cultura que prega este tipo de crime.
Bete aponta que o assunto é um dos principais temas que teve nas conversas com eleitores durante a campanha. Além da preocupação as mulheres efetivamente, também percebeu nos homens uma atenção para medidas que possam colaborar na proteção das vítimas e na prevenção.
“Acho que a gente tem vivido uma epidemia de violência contra a mulher e essa pauta é fundamental para nós, que somos mulheres, mas também os homens têm se interessado, porque também quem tem consciência sabe que alguma coisa precisa ser feita, não dá para mais viver assim, desta forma. Então, os homens têm dado apoio. Tenho muitos homens que estão aí no diálogo também, considerando a minha candidatura como uma candidatura que possa levar essa temática para a Alesp e fazer um trabalho com seriedade, com compromisso, com luta, com defesa das mulheres, porque defender as mulheres realmente é defender a nossa sociedade.”, explica.
A candidata defende duas bandeiras sobre o assunto. A primeira é a necessidade de mais Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) 24 horas e de locais de acolhimento para as vítimas e seus filhos. A chegada da Casa da Mulher Brasileira no ABC, a partir do Consórcio Intermunicipal, é vista como uma conquista, mas que precisa ser ampliada.

A segunda bandeira é sobre ações preventivas, principalmente para os jovens, utilizando da Educação como um caminho para um ensino de uma cultura antimachista.
“Então, essa discussão é muito importante, inclusive, fundamentalmente, com os homens, com os nossos jovens. E todos os espaços são fundamentais. O espaço escolar é muito importante a gente abrir esse diálogo com a nossa juventude sobre o que significa a masculinidade dos nossos meninos.”, inicia.
“O que significa o machismo tão construído, arraigado em nossa sociedade. Discutir sobre misoginia, que é o ódio pelas mulheres, isso é construção. As pessoas não nascem com ódio de mulher. Isso é construído por uma sociedade que traz consigo essas questões que acabei de colocar a você. Então, é muito importante as escolas, as igrejas, as entidades, os sindicatos, a mídia, as redes sociais. É fundamental.”, conclui.
Bete Siraque também entende que as mulheres estão mais atentas à necessidade de ter maior representatividade feminina na política. Mas entende que isso não deve ocorrer apenas na eleição. A petista aponta que todos os partidos precisam garantir essa participação e esse apoio às lideranças femininas, como forma de fomentar esse grupo social.
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