
O setor de alimentação fora do lar registrou em junho de 2026 o maior volume de admissões formais desde o início da série analisada, em 2022, no período de retomada pós-pandemia. Foram 119.498 contratações no mês, segundo dados do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. No acumulado do primeiro semestre, o saldo positivo de vagas chegou a 35.602 postos com carteira assinada, alta de 5,2% em relação ao mesmo período de 2025.
Em junho, o saldo de 6.184 postos, queda de 12,6% frente aos 7.079 registrados em junho de 2025, mesmo com o recorde de contratações. No primeiro semestre, as admissões somaram 769.345, aumento de 4% na comparação com 2025. O número de desligamentos também cresceu em uma alta de 3,9%.
Em junho, o estoque de empregos formais no setor teve alta de 3,4% frente aos números de junho de 2025, um indício de que o setor segue ampliando sua força de trabalho formal.
Apesar do resultado positivo, o tempo médio de permanência no emprego, indicador que mede a duração dos vínculos formais, segue em queda ano a ano. Em junho de 2026, o indicador foi de 12,3 meses, ante 12,5 meses em junho de 2025, 13,1 meses em 2024, 14 meses em 2023 e 14,7 meses em 2022, ou seja, um recuo de quase 2,4 meses em quatro anos.
Para o presidente-executivo da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci, os dados mostram um setor que continua gerando empregos em ritmo forte, mas que enfrenta dificuldade crescente para reter profissionais.
“O número de contratações tem aumentado, o saldo total também tem aumentado, mas o setor tem convivido cada vez mais com demissões. Isso mostra que, mesmo gerando empregos em ritmo forte, as empresas enfrentam dificuldade para manter os profissionais por mais tempo”, afirma.
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