
O que você faria, se em decorrência de alguma doença, perdesse parcialmente ou totalmente a capacidade de enxergar? Para quem mora em São Bernardo e enfrenta um grande desafio como este, o CER-IV (Centro Especializado em Reabilitação) oferece atendimento multiprofissional para ajudar pacientes nestas condições. O CER-IV é o equipamento de saúde municipal que promove readaptação para pessoas com cegueira ou baixa visão, auxiliando na qualidade de vida e na autonomia dessas pessoas.
Oftalmologista especializada em baixa visão, a Dra. Ana Carolina Salata pontua que cerca de 80% dos casos de baixa visão ou cegueira são adquiridos, ou seja, são pessoas que nasceram videntes, que enxergaram até determinada faixa etária e ponto da vida e por causa, às vezes, de alguma doença como diabetes, glaucoma, entre outras, perderam parte ou totalmente a capacidade de enxergar. A baixa visão é considerada quando o paciente tem apenas 30% de acuidade visual ou menos, que não se corrige com uso de lentes.
“Aqui no CER-IV, essas pessoas vão chegar por encaminhamento da Clínica Municipal da Visão ou da UBS (Unidade Básica de Saúde) e nós vamos fazer o acompanhamento oftalmológico, adaptar lupas de mão, lupas eletrônicas, uma série de recursos que vão auxiliar esse paciente no seu dia a dia”, destacou Dra. Ana Carolina. “Temos também o serviço de orientação de mobilidade, para auxiliar os pacientes que precisam usar bengalas”, completou.
Comunicação
Técnica de orientação e mobilidade do CER-IV, Helenice de Oliveira explicou que até mesmo as bengalas para pessoas com cegueira ou baixa visão são específicas, e visam também comunicar para as outras pessoas sobre as limitações de quem as usa. “A bengala branca é destinada para quem não enxerga nada. Já a bengala verde, é para quem tem baixa visão. Existe ainda a bengala branca e vermelha, que é usada por quem tem deficiência visual e auditiva”, detalhou.
Helenice ensina aos pacientes como se locomover com o uso das bengalas. “É importante divulgar essa informação sobre as bengalas, porque a maioria das pessoas desconhece, mas também ajuda a evitar preconceitos”, relatou. “Não é porque a pessoa não enxerga que outras pessoas vão notar isso, e quando a gente tem um equipamento que além de auxiliar quem o usa, ainda nos comunica sobre a condição daquela pessoa, todos podemos ser mais empáticos”, concluiu.
A coordenadora do CER, Luiza Gallina, ressaltou que o equipamento está preparado para atender pessoas com diferentes tipos e graus de deficiência. “Temos equipe e estrutura para atendimentos de reabilitação para as deficiências visual, intelectual, auditiva e física, com foco no ganho de funcionalidade. Os atendimentos são realizados por equipe multiprofissional, que está pronta para atender a população”, frisou. O CER-IV atende por meio de encaminhamentos de outros serviços da rede municipal de saúde, sendo a UBS a principal porta de entrada.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
