
Os primeiros seis meses deste ano revelam um novo recorde de mortes no trânsito do ABC, desde que o DetranSP (Departamento de Trânsito de São Paulo) passou a mapear os acidentes através da plataforma Infosiga (Sistema Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito) em 2015. De janeiro a junho deste ano foram 136 mortes no trânsito da região, número é 6,25% maior do que os 128 óbitos do mesmo período do ano passado, até então o maior número para um primeiro semestre.
O número de acidentes e de mortes leva a conclusão de que os sinistros estão ficando mais violentos, isso porque ao passo que os acidentes caem, mais mortes são registradas. O ABC teve menos acidentes registrados este ano, até junho foram 2.676, número 1,9% mais baixo do que os 2.728 casos registrados oficialmente no ano passado.
Na série histórica do Infosiga se verifica que, de todos os primeiros semestres de cada ano, 2026 foi o que teve mais mortes nestes onze anos de dados estatísticos. O ano de 2021 foi o último em que a região teve menos de 100 mortes no trânsito em um primeiro semestre; foram 92 naquele período, depois disso o número nunca mais caiu a este patamar, passando para 108 no ano seguinte, passando por uma sensível queda para 104 em 2023; depois 107 em 2024, 128 ano passado e 136 agora.
Considerando somente o mês de junho, o Infosiga aponta 23 mortes no trânsito do ABC, número que ficou 21% acima dos 19 óbitos do mesmo mês, no ano passado. O sexto mês do ano também divide com 2024, o recorde das mortes em um mês de junho, desde que o início da estatística estadual.
Os motociclistas e os pedestres são as maiores vítimas do trânsito no ABC. Considerando o mês de junho deste ano 55% das fatalidades são de pessoas que pilotavam ou estavam na garupa de motocicletas; 23% eram pedestres; 19% estavam em carros e 5% em bicicletas. Se observado todo o primeiro semestre, das 136 mortes, 44% eram motociclistas, 29% pedestres, 17% estavam em carros e 5% em bicicletas.
São frequentes os casos de acidentes fatais envolvendo motociclistas. Em um destes casos, no dia 19/04, uma moto colidiu contra um poste na avenida das Nações Unidas no bairro Capuava, em Santo André. O acidente tirou a vida de um homem de 41 anos. As circunstâncias do acidente foram investigadas pelo 2° Distrito Policial da cidade.
Em relação aos atropelamentos eles ocorrem, em sua maioria, em vias de grande movimento e rodovias que cortam a cidade. No dia 17 de maio, um homem morreu na Rodovia dos Imigrantes após ser atropelado mais de uma vez, em virtude dos motoristas não enxergarem o corpo na via, pois era noite. A vítima não foi identificada e caso investigado pelo 3° Distrito Policial da cidade.
Diadema e Ribeirão Pires são destaques negativos do semestre
Considerando os números de janeiro a junho deste ano, as cidades de Diadema e Ribeirão Pires multiplicaram o número de mortes no trânsito, segundo revela o Infosiga. O número de mortes em Diadema mais do que triplicou, passando de sete óbitos nos primeiros seis meses do ano passado para 23 casos este ano. Em Ribeirão Pires a cidade teve praticamente o dobro de mortes; em seis meses deste ano o município já igualou o número de mortes de 2025 inteiro, com onze fatalidades nas ruas e avenidas. No ano passado até junho a cidade tinha o registro de seis mortes.
Santo André manteve exatamente o mesmo número de mortes no trânsito do primeiro semestre do ano passado, 28 casos. Mauá teve uma pequena alta, de 13 para 16 mortes. Dentre as cidades que reduziram a fatalidades, a que teve melhor resultado foi São Bernardo, com dez casos a menos. O município registrou 66 mortes no primeiro semestre de 2025 e 56 este ano. São Caetano também reduziu de 3 para 2 mortes no comparativo entre os primeiros semestres.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
