ABC - quinta-feira , 25 de junho de 2026

MPE se manifesta contra suspensão de pesquisa AtlasIntel por Nunes Marques

O Ministério Público Eleitoral (MPE) enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na segunda-feira (22/06), parecer contrário à decisão do ministro Nunes Marques que suspendeu a divulgação de uma pesquisa de intenção de voto para presidente da República da AtlasIntel.

O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, afirmou que é natural que institutos de pesquisa abordem eleitores sobre “temas políticos sensíveis” e que não houve irregularidades nas perguntas feitas no levantamento suspenso.

A sondagem foi realizada após a divulgação de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso e investigado por fraude financeira. O objetivo era medir o impacto do episódio na intenção de voto.

“A intervenção da Justiça Eleitoral nas pesquisas eleitorais somente deve ser admitida em situações excepcionais, nas quais fique sobejamente demonstrada uma quebra objetiva do dever de equidistância e imparcialidade no levantamento científico realizado, com evidências concretas que permitam concluir uma indução que represente significativa interferência indevida na livre formação da opinião dos entrevistados”, afirmou o vice-procurador na manifestação.

A divulgação da pesquisa foi suspensa em 8 de junho, após o PL entrar com pedido no TSE. Nunes Marques, presidente da Corte Eleitoral, entendeu que houve indução nas respostas dos eleitores.

O PL questionou perguntas relacionadas ao caso Master e afirmou que o áudio em que Flávio Bolsonaro aparece pedindo dinheiro a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi apresentado aos entrevistados. O levantamento apontou queda de cinco pontos na intenção de voto em Flávio após a revelação da conversa.

Na ocasião, o instituto afirmou que o modelo seguiu critérios técnicos e científicos de imparcialidade, transparência e integridade metodológica. Disse ainda que outras pesquisas identificaram impacto semelhante do episódio na intenção de voto do senador, o que, segundo a empresa, comprovaria que os resultados refletem reação da opinião pública e não “contaminação metodológica”.

Com a decisão individual do ministro, a pesquisa não pode ser publicada nos canais oficiais da AtlasIntel, republicada ou impulsionada nas redes sociais. Em 9 de junho, o plenário do TSE iniciou julgamento sobre a manutenção da liminar, mas um pedido de vista da ministra Estela Aranha interrompeu a análise. A retomada ainda não tem data definida.

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