
Esta terça-feira (23/06) começou em Rio Grande da Serra com frio, neblina e paralisação dos funcionários da Educação. Com faixas, cartazes e apitos os trabalhadores foram até a sede da prefeitura protestar contra o atraso de cinco meses no pagamento de diferenças salariais que deveriam ser quitadas em janeiro, segundo o Sindserv (Sindicato dos Servidores Municipais). O desfecho foi positivo, com o envolvimento direto do primeiro escalão da prefeitura, incluindo o prefeito Akira Auriani (PSB) e a vice, Vilma Marcelino Silva (PSDB).
Por causa da paralisação e ato de protesto, escolas e creches não abriram nesta terça-feira. Segundo Hilton Olivares, o Pintado, presidente do Sindserv de Rio Grande da Serra, apenas uma escola tentou abrir as portas, mas logo os diretores sindicais atuaram e conscientizaram os trabalhadores a aderir ao dia de protestos.
Pintado explica as razões da insatisfação dos trabalhadores da Educação. “Os professores tem uma diferença salarial de janeiro, porque houve uma falha; aplicaram o reajuste de 5,4% em cima do salário base, apenas, mas tem que ser em cima do salário que o professor ganha. Depois de reclamações uns receberam uma parte, outros não e ficou uma bagunça, um verdadeiro descaso com o servidor”, relata.
Além dos professores participaram do ato também os ADIs (Auxiliares de Desenvolvimento Infantil), categoria que envolve todo o pessoal de apoio que atua nas escolas, como serventes, merendeiras e outros profissionais. A classe reivindica redução das jornadas, EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e também a contratação de professores auxiliares para atendimento de crianças neurodivergentes.
Para o presidente do Sindserv o movimento foi uma vitória conquistada rapidamente graças à adesão ao movimento. “Tenho 35 anos de sindicalismo e estou acostumado sempre a resolver as coisas com muita dificuldade, mas desta fez foi muito rápido, porque o prefeito demonstrou vontade de resolver e até tomou um susto com o tamanho do problema que ele disse não ter conhecimento até aquele momento”, avaliou.
Por fim ficou acordado que os trabalhadores vão receber as diferenças salariais de uma só vez, além do comprometimento em resolver as demais questões, com isso, o movimento que seria retomado nesta quarta-feira (24/06) fica suspenso e as aulas voltam ao normal na rede municipal. “Ficou acordado que a diferença vai vir na folha de junho, que fecha agora dia 20, e o pagamento feito no quinto dia útil”, reproduziu o sindicalista. Mas a mobilização continua, segundo Pintado. “Se não vier (o pagamento) aí vai ser greve mesmo, paramos até o prefeito resolver se uma vez”, avisa.
O RD solicitou um posicionamento da prefeitura de Rio Grande da Serra sobre os atrasos no pagamento das diferenças salariais dos professores e os problemas que afligem os Auxiliares de Desenvolvimento Escolar, mas até o fechamento desta matéria a administração municipal não respondeu.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
