
Após quatro meses de banho-maria, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deve enviar nesta quinta-feira, (09/04), à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por Jorge Messias a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
O envio da indicação é um passo obrigatório para que o presidente da CCJ, o senador Otto Alencar (PSD-BA), possa marcar a data da sabatina de Messias no colegiado. São necessários 14 dos 27 votos para a aprovação.
Se for aprovada, a indicação de Messias seguirá para votação em plenário, onde precisará da maioria absoluta de votos, ou seja, pelo menos 41 senadores favoráveis, em votação secreta.
Alcolumbre recebeu em (01/04) a mensagem de Lula indicando Messias ao STF no lugar de Luís Roberto Barroso, que se aposentou no ano passado.
A escolha de Lula por Messias foi publicada em Diário Oficial da União em 20 de novembro de 2025, mas o Palácio do Planalto só oficializou a indicação ao Senado na semana passada.
Nesse meio tempo, a relação azeda entre Lula e Alcolumbre emperrou a tramitação do caso. Isso porque o senador se irritou por ter sua sugestão ao STF, o aliado Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ignorada por Lula.
A escolha dos ministros do STF é prerrogativa do presidente da República, mas Alcolumbre avaliava ter poder para negociar uma indicação apoiada pelos senadores.
A articulação em torno do nome de Messias avançou nos últimos meses, mas a aprovação segue indefinida.
O placar observado na sexta-feira passada, (03/04), apontava nove votos favoráveis, oito contrários e um indeciso. Seis outros preferiram não se posicionar, enquanto três não retornaram aos contatos da reportagem. O levantamento será atualizado conforme novas respostas forem obtidas.
Natural de Recife e formado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Messias tem 46 anos e é advogado-geral da União desde 2023. Ele é procurador da Fazenda desde 2007 e passou por cargos-chave como consultor jurídico de ministérios e subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil no governo de Dilma Rousseff.
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