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Rixas entre políticos da região podem desagradar novo eleitor


sábado, 11 de fevereiro de 2012 22:15 [Nenhum Comentário]
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Tiago Oliveira
Ponto de ônibus em Santo André: Cor trocada após mudança de governo / Foto: Marciel Peres

Especialistas avaliam que atitudes baseadas em rixas podem ter o efeito contrário do que o pretendido por políticos. A consciência política do eleitor é que define quais serão as consequências – positivas ou negativas – das decisões tomadas por prefeitos, governadores e outros representantes.

“O eleitor, com o passar do tempo e com maior acesso à informação, observa essas ações de brigas de grupos políticos com mais facilidade, portanto toda ação nesse sentido de utilização de obras para identificar políticos ou partidos deve ser realizado com muita análise”, avalia o professor Roberto Gondo Macedo, doutor em Comunicação e Mestre em Administração e Regionalidade da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp).

A tendência é que as ações motivadas por rixas políticas tenham mais efeito – e por isso mesmo, ocorram com mais frequência –, em municípios longe dos grandes centros urbanos. Nestes casos, aumentam as chances de as atitudes serem interpretadas como algo positivo.

“Em cidades pequenas, a influência de obras e construções influenciam mais no voto do que em grandes cidades”, avalia o mestre especialista em Marketing Político. Macedo, no entanto, pondera. “Não irá adiantar o prefeito construir uma praça maravilhosa num bairro onde claramente existe a necessidade de um posto de saúde, isso certamente se tornará feito negativo para sua gestão”, diz.

O coordenador do curso de Marketing da Umesp, Paulo, Marcelo Cruz, concorda com o diagnóstico. “Em cidades do Interior, bem longe, talvez esse tipo de atitude tenha alguma influência”, avalia. Cruz ressalta, no entanto, que atualmente o eleitor tem um nível de informação muito elevado.

Lei
Não há uma legislação específica que fale sobre o assunto. O que há é uma linha tênue separando o que é permitido e o que não pode ser feito nessas situações. Mas há algumas regras que devem ser aplicadas nestes casos. É proibido, por exemplo, utilizar de alguma forma obras para promover partidos ou políticos. Por este motivo, toda ação deve ser realizada com cuidado para evitar questionamentos de órgãos de fiscalização.

A própria oposição serve como agente fiscalizador para evitar que o prefeito em exercício utilize espaços públicos para denegrir a imagem do adversário ou se promover.

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Leia as outras reportagens da série especial sobre rixas políticas elaborada pelo RD:

1 - Rivalidade política na região continua após voto

2 - ABC pode ter cinco novos casos de rixa

3 - Ações motivadas por rixas podem significar falta de planejamento



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