O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, visitou Santo André e São Bernardo nessa quinta-feira (22/10), para verificar os investimentos da União em novos equipamentos dessas cidades. Em entrevista ao RDtv, o médico sanitarista fez uma forte defesa do SUS (Sistema Único de Saúde), criticando ações do passado, como o corte de investimentos, e apontando problemas em grupos que defendem uma redução da saúde pública.
Em Santo André, Massuda visitou a US Centro e a UFS Sorocaba, cada uma das intervenções nesses locais conta com R$ 5,2 milhões em investimentos federais. Além disso, foi a São Bernardo para conhecer o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) Nova Petrópolis e a UBS Três Marias, além de conversar sobre a futura policlínica. Nessa sexta-feira (23), visitará Mauá para conhecer as obras da UPA Santa Lídia, da UPA Vila Assis e da policlínica do município.
O médico relembra a situação em que o governo Lula assumiu o Brasil, com redução das vacinações e o corte nos investimentos na Saúde, principalmente em obras. “Foram mais de 5,6 mil obras paradas que nós pegamos. Unidades Básicas de Saúde, hospitais, Centros de Atenção Psicossocial e a ação do presidente Lula foi de retomar essas obras.”, disse.

Também relatou os investimentos feitos para o retorno do programa Mais Médicos e a criação do Aqui Tem Especialistas, com a criação de carretas para levar atendimento especializados e a contratação de médicos especialistas para municípios. Segundo Massada, Santo André recebeu oito profissionais que trabalham no CHM (Centro Hospitalar Municipal).
Custeio
Ao ser questionado sobre a demanda de repasses para equipamentos hospitalares municipais que realizam um trabalho regionalizado, Adriano ressaltou a necessidade de realizar um novo pacto federativo no Brasil que possa melhorar os investimentos no dia a dia e assim acabar com o que chamou de “fragilidade” do SUS.
“Então, isso aqui que eu estou falando é o desenho de uma organização, de uma rede de serviços territorializado numa região que com hospitais inteligentes, com tecnologia de informação, com telessaúde, nós estamos investindo também nas telessaúde, você cria uma região. Então, precisa ter um novo desenho de arranjo de governança nessas instâncias, e o governo federal é fundamental. Acho que isso eu queria falar com muita ênfase.”, iniciou.
“Isso não aconteceu no SUS nos últimos 35 anos, só na interação entre estados e municípios. Há muito conflito federativo. Aqui em São Paulo mesmo a gente vê o governo estadual às vezes assumindo um papel mais de prestador de serviço do que de gestor de sistema.”, seguiu o ex-secretário de Saúde de Curitiba.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
