
A proximidade do Halloween, celebrado em 31 de outubro, movimenta lojas de doces, fantasias e artigos para festas no ABC. Com estoques reforçados e vitrines temáticas, comerciantes esperam que a procura aumente nos últimos dias do mês, impulsionada por festas, eventos em condomínios e comemorações particulares.
Em São Caetano, a Bomboniere Delícia, na rua Santa Catarina, 149, no Centro, começa a se preparar para a data ainda em janeiro, com a compra de mercadorias de importadores. Segundo o proprietário, Victor Aguera, os produtos chegam a partir do fim de agosto, quando a loja também recebe a decoração temática.
“O preparativo começa em janeiro. A gente começa a arrumar a loja em agosto para fazer a venda final agora na última semana”, afirma Aguera, em entrevista ao RD.
Capas, baldes para doces, fantasias e guloseimas estão entre os itens mais procurados. Para este ano, o comerciante espera vendas semelhantes às de 2025 e destaca a importância da data para o negócio. “É um dos melhores meses do ano”, diz.
Em Santo André, a Gicare Presentes, localizada na rua Joaquim Távora, 225, na Vila Santa Teresa, também investe em produtos temáticos para atender à demanda. De acordo com o proprietário, Renato Trevellin, o Halloween ganhou espaço no calendário comercial e se tornou um dos períodos de maior movimento da loja, atrás apenas do Natal.
“Depois do Natal, o Halloween é uma época que traz bastante pessoa à loja”, afirma.

A loja oferece máscaras, capas e itens de decoração. Trevellin observa que a procura se intensifica nos últimos dias de outubro e espera aumento no movimento nessa reta final. Para ele, a retomada das comemorações presenciais após a pandemia também contribuiu para ampliar o interesse pela data.
Na Rainha da Pelúcia Fantasias e Adereços, na rua Coronel Fernando Prestes, 220, na Vila Assunção, em Santo André, a preparação começa cerca de um mês antes do Halloween. Segundo o gerente Franklin Prudêncio, a loja já está organizada para receber os consumidores, com fantasias, máscaras e acessórios disponíveis.
Apesar da preparação antecipada, Prudêncio avalia que o movimento ainda está abaixo do esperado. A expectativa é de crescimento no fim de semana e nos dias que antecedem a comemoração. Na comparação com períodos de menor procura, ele estima aumento de 50% a 60% no fluxo de clientes.
As fantasias completas têm saída, principalmente para o público infantil, mas os acessórios também se destacam nas vendas. Capas, tiaras e máscaras são alternativas para quem deseja entrar no clima da data sem comprar uma fantasia inteira. “O acessório sempre vende mais”, conta.
O gerente também percebe uma adesão crescente ao Halloween, impulsionada por festas em condomínios e encontros organizados por famílias. “Todo ano ele vem dando uma melhorada. O brasileiro está bem adepto ao Halloween”, afirma.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
