
Após um primeiro turno considerado discreto pelos aliados, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) assumiu de vez a linha de frente da campanha de 2026. Com a decisão de Lula (PT) de focar a reta final em outras regiões, coube a Alckmin a missão de manter a chama acesa no histórico berço petista do ABC. Nesta segunda-feira (19/10), o ex-tucano literalmente vestiu a jaqueta vermelha do Sindicato dos Metalúrgicos para puxar uma caminhada em São Bernardo.
De cima do carro de som, Alckmin calibrou a metralhadora contra Flávio Bolsonaro (PL). Adotou um discurso bélico, chamou o adversário de “desrespeitoso” e representante da “barbárie”. Para atrair a classe trabalhadora, Alckmin fez coro pelo fim da escala 6×1 e agitou o fantasma de uma crise “padrão Argentina” (com desemprego e cortes na saúde) caso a chapa do PL saia vitoriosa no domingo.
A superexposição de Alckmin na capital e no interior paulista não é à toa. O QG lulista ligou o sinal de alerta após a esquerda performar abaixo dos 40% esperados em São Paulo no primeiro turno, culminando na derrota expressiva de Fernando Haddad (PT) para Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O vice-presidente tornou-se a cartada final para tentar furar a bolha petista. A coordenação da campanha aposta todas as fichas no trânsito de Alckmin com o empresariado e, principalmente, em sua ofensiva recente sobre o eleitorado religioso — acumulando agendas que vão desde a comunidade judaica até líderes católicos e evangélicos — para garimpar os últimos indecisos e tentar virar o jogo contra o bolsonarismo no estado.
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