
Abrir uma empresa, vender produtos pela internet, criar uma marca nas redes sociais ou desenvolver aplicativos antes mesmo de concluir a graduação deixou de ser exceção. Os jovens estão no início de suas jornadas empreendedoras ainda na adolescência ou nos primeiros anos da universidade. Aproveitam as oportunidades criadas pela economia digital, pelas redes sociais e pela Inteligência Artificial.
Esse movimento tem dado origem a nova geração de microempreendedores digitais, que utilizam criatividade, tecnologia e produção de conteúdo para construir negócios com baixo investimento inicial e grande potencial de crescimento.
Segundo o professor e coordenador adjunto de área dos cursos de Comunicação e Design do Centro Universitário Fundação Santo André (FSA), Edson Fávero Junior, nunca foi tão possível transformar uma ideia em negócio.
“A tecnologia democratizou o empreendedorismo. Hoje um estudante pode criar uma marca, desenvolver um produto digital, vender pela internet, prestar serviços ou produzir conteúdo com apenas um computador ou um smartphone. O que diferencia os empreendedores de sucesso é a capacidade de identificar oportunidades, inovar e entregar valor ao cliente”, afirma.
Empreendedorismo começa cada vez mais cedo
As novas gerações cresceram em um ambiente digital e possuem maior familiaridade com ferramentas tecnológicas, plataformas de e-commerce, redes sociais e produção de conteúdo. Isso permitiu o surgimento de negócios em áreas como:
- marketing digital;
- design gráfico;
- produção audiovisual;
- criação de conteúdo;
- desenvolvimento de aplicativos;
- consultoria;
- e-commerce;
- social media;
- branding;
- design de interfaces (UX/UI);
- cursos on-line;
- inteligência artificial aplicada aos negócios.
Edson Fávero Junior relata que muitos desses novos empreendedores iniciam os projetos enquanto ainda estudam. “A universidade deixou de ser apenas um espaço de formação profissional. Também é um ambiente para experimentar ideias, desenvolver projetos e transformar conhecimento em inovação e novos negócios”, destaca.
Inteligência Artificial acelerou movimento
Ferramentas de Inteligência Artificial reduzem custos e aumentam a produtividade de pequenos empreendedores. Segundo, o professor, atualmente é possível utilizar IA para:
- criação de conteúdo;
- planejamento de campanhas de marketing;
- produção de imagens e vídeos;
- atendimento automatizado;
- análise de dados;
- pesquisa de mercado;
- desenvolvimento de produtos.
“A Inteligência Artificial se tornou aliada dos empreendedores ao permitir pequenas empresas realizarem atividades que antes exigiam equipes maiores. Mas criatividade, estratégia e pensamento crítico continuam sendo competências exclusivamente humanas”, comenta o coordenador.
Muito além das redes sociais
Embora muitos jovens iniciem os negócios por meio do Instagram, TikTok ou outras plataformas digitais, o professor alerta que empreender exige planejamento. Entre os fatores mais importantes para o sucesso estão:
- conhecer o público-alvo;
- desenvolver uma proposta de valor;
- construir uma marca consistente;
- produzir conteúdo de qualidade;
- administrar as finanças;
- acompanhar indicadores de desempenho;
- inovar continuamente.
“Empreender não significa apenas vender. Significa resolver problemas reais das pessoas de forma criativa e sustentável”, destaca. Para Edson Fávero Junior, as instituições de ensino têm papel fundamental no desenvolvimento da cultura empreendedora. Na FSA, os estudantes participam de projetos interdisciplinares, metodologias ativas, atividades práticas e desafios que estimulam criatividade, inovação, comunicação e desenvolvimento de soluções para empresas e para a sociedade.
“Nos cursos de Comunicação e Design incentivamos nossos estudantes a desenvolver pensamento estratégico, criatividade e visão de negócios. Muitos projetos iniciados durante a graduação têm potencial para se transformar em startups, agências, estúdios criativos ou empresas de tecnologia”, comenta.
Competências que fazem a diferença
Para o professor da Fundação Santo André, além do domínio técnico, o mercado valoriza profissionais capazes de:
- comunicar ideias com clareza;
- trabalhar em equipe;
- liderar projetos;
- inovar;
- resolver problemas;
- adaptar-se rapidamente às mudanças;
- aprender continuamente.
Segundo o professor, essas competências são essenciais tanto para quem deseja empreender quanto para quem pretende atuar em grandes organizações.
Geração que cria oportunidades
Para Edson Fávero Junior, o crescimento dos microempreendedores digitais representa uma mudança importante na forma como os jovens enxergam suas carreiras. “A nova geração não espera apenas encontrar oportunidade de trabalho, também cria oportunidades. O empreendedorismo digital permite transformar conhecimento, criatividade e tecnologia em negócios inovadores”, diz o professor para quem a universidade tem o papel de oferecer as ferramentas, conhecimento e o ambiente para que as ideias se desenvolvam de forma sustentável e gerem impacto positivo para a sociedade”, afirma.
Fávero destaca que a combinação entre formação acadêmica, inovação, criatividade e domínio das tecnologias digitais será um dos principais diferenciais dos profissionais do futuro, capazes de empreender, inovar e liderar em uma economia cada vez mais conectada e dinâmica.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
