
A primeira Baladinha Inclusiva de São Bernardo reuniu crianças, adolescentes, adultos e familiares neste sábado (26/9), no hall da Câmara Municipal, em dia de música, diversão e convivência. A atividade integra a programação da Semana Municipal da Pessoa com Deficiência e TEA.
Com o tema inspirado nos anos 1980, a festa reuniu pessoas com autismo, Síndrome de Down e deficiências físicas e intelectuais. Para os participantes, o encontro ofereceu um espaço de socialização e lazer em que a deficiência não foi um impedimento para a diversão.
A Baladinha Inclusiva foi realizada pela Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência e TEA em parceria com o Projeto Despertar da Inclusão, grupo que reúne cerca de 90 famílias, entre atípicas e apoiadoras da causa.
Fundado por Clarice Pereira, o projeto promove atividades para famílias, feiras de empreendedorismo e cursos voltados a cuidadores, pintura de rosto e recreação, sempre com foco na convivência com pessoas com deficiência. Clarice conta que a iniciativa nasceu após a experiência como cuidadora e da percepção sobre a falta de espaços em que essas famílias se sintam acolhidas. “Trabalhei como cuidadora e vi como essas famílias têm poucos espaços onde se sentem verdadeiramente confortáveis. Comecei montando um espaço de brincar na minha casa, mas a demanda cresceu e nós fomos ocupando outros espaços”, relata.
O grupo também busca ampliar a autonomia das mães. Nos eventos, as participantes podem comercializar produtos enquanto os filhos têm acesso às atividades de recreação. “É uma forma de permitir que essa mãe, essa mulher, também possa fazer algo por ela, também consiga fazer outras coisas além de cuidar dos filhos”, explica Clarice.
Espaço também para as mães
A secretária adjunta da Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência e TEA, Joyce Quintino, destaca a importância da aproximação entre poder público e sociedade civil para a construção de políticas de inclusão. “Essas pessoas são quem sabem as dificuldades, os desafios, então temos que nos aproximar, ouvi-los, para que possamos oferecer o que eles precisam”, diz.
Segundo Joyce, a iniciativa também garante o acesso a direitos que vão além de saúde e educação. “Hoje eles estão exercendo o seu direito à diversão, à integração e à socialização, e isso é muito importante”, completa.
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