
Na última semana o RD trouxe o drama de Kátia Vasquez, uma mãe atípica que procurou a imprensa para denunciar a demora de sete meses para que a filha Manuela, aluna do 6° ano da escola estadual Professora Neuza Marçal, no bairro Assunção, em São Bernardo, tivesse o direito de um auxiliar em sala de aula. Após a repercussão do caso a criança agora tem um auxiliar, mas o drama de famílias atípicas nunca acaba; problemas com o convênio médico fizeram com que a criança ficasse sem suas terapias. Segundo Kátia, a clínica que a menina frequenta informou, através de mensagem, o cancelamento dos agendamentos porque o convênio não pagou a conta.
Manuela fazia até a última semana fonoaudiologia, terapia ABA e piscomotricidade em uma clínica em São Bernardo, que encaminhou a seguinte mensagem à mãe. “Venho informar que, infelizmente, teremos que retirar a Manu da agenda, pois o convênio não está efetuando os pagamentos referentes às sessões. Lamentamos a situação e agradecemos pela compreensão”. Desesperada, porque as terapias são necessárias para o desenvolvimento da filha, Kátia fez uma cotação sobre os valores se fosse pagar particular, mas ela diz não ter condições de arcar com o tratamento dessa forma. “Eu teria que vender a casa para isso, seriam R$ 450 por semana, para apenas três sessões. E não é justo porque eu já pago caro pelo convênio dela, são R$ 2,5 mil por mês e o pagamento está em dia”, explica a mãe.
Kátia ainda tentou que a clínica fizesse a reposição de sessões perdidas no mês de julho, mas diante da falta de pagamentos pela operadora, a clínica informou que não fará a reposição. Procurada pelo RD para se posicionar sobre o assunto a Gama Saúde, operadora que atende Manuela, não se posicionou. O espaço segue aberto e a matéria será atualizada assim que o convênio médico se posicionar.
Segundo o advogado José Santana, especializado em causas relacionadas à saúde em casos como esse é preciso seguir procedimentos. “Primeiro ter, por escrito a negativa do atendimento e tentar resolver de forma administrativa. Se não der certo entrar em contato com a ouvidoria do plano de saúde e depois dar queixa na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), por fim justiça com pedido de liminar”, orienta.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
