
A eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo intensificou o debate sobre a cobrança de pênalti desperdiçada por Bruno Guimarães ainda no primeiro tempo. Após a derrota por 2 a 1, muitos torcedores questionaram se o volante era a melhor opção para assumir a responsabilidade naquele momento decisivo.
Depois da partida, Carlo Ancelotti explicou que a definição seguiu critérios estatísticos estabelecidos previamente pela comissão técnica. Segundo o treinador, os principais cobradores da equipe não estavam em campo quando o pênalti foi marcado.
A ordem definida pela comissão técnica era Neymar, Igor Thiago, Raphinha, Bruno Guimarães e Gabriel Martinelli. Como Neymar, Igor Thiago e Raphinha iniciaram a partida no banco de reservas, Bruno assumiu a cobrança. Vini Jr. também confirmou após o jogo que a decisão já estava estabelecida e não houve discussão entre os atletas.
Os números disponíveis no Transfermarkt ajudam a entender esse cenário. O levantamento feito pelo Estadão considera apenas o ciclo até esta Copa do Mundo e cobranças de pênalti durante o tempo regulamentar das partidas, sem incluir disputas por penalidades após empates.
Entre os jogadores convocados, Raphinha aparece como o mais eficiente, com 11 cobranças convertidas em 11 tentativas. Igor Thiago também apresenta excelente retrospecto, com 19 gols em 22 cobranças, enquanto Bruno Guimarães havia convertido dois dos três pênaltis que cobrou no período avaliado.
Outro destaque é Rayan, que mantém 100% de aproveitamento, com quatro cobranças convertidas em quatro tentativas, embora tenha um número bem menor de penalidades.
APROVEITAMENTO DOS JOGADORES DA SELEÇÃO BRASILEIRA EM PÊNALTIS ENTRE 2023 E 2026*
– Raphinha: 11 cobranças, 11 gols (100%)
– Rayan: 4 cobranças, 4 gols (100%)
– Matheus Cunha: 2 cobranças, 2 gols (100%)
– Igor Thiago: 22 cobranças, 19 gols (86,4%)
– Bruno Guimarães: 3 cobranças, 2 gols (66,7%)
– Neymar: 7 cobranças, 5 gols (71,4%)
– Vini Jr.: 18 cobranças, 13 gols (72,2%)
– Gabriel Martinelli: 0 cobranças
– Casemiro: 0 cobranças
– Marquinhos: 0 cobranças
– Danilo: 0 cobranças
– Gabriel Magalhães: 0 cobranças
– Douglas Santos: 0 cobranças
*Dados do Transfermarkt referentes apenas a cobranças de pênalti durante o tempo normal das partidas, sem considerar disputas por penalidades.
Embora apareçam sem registros de cobranças no período levantado pelo Estadão, Marquinhos e Gabriel Magalhães protagonizaram recentemente situações opostas envolvendo pênaltis.
Na decisão da Champions League entre PSG e Arsenal, Marquinhos converteu sua cobrança e ajudou o clube francês na conquista do título europeu. Já Gabriel Magalhães desperdiçou sua penalidade pelos Gunners na mesma disputa.
Ainda assim, como essas cobranças aconteceram em uma decisão por pênaltis, elas não entram na estatística utilizada por Ancelotti para definir a ordem dos batedores da seleção brasileira.
A escolha por Bruno Guimarães acabou não surtindo efeito. O volante desperdiçou a cobrança diante da Noruega, e o Brasil acabou derrotado por 2 a 1, sendo eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
