O debate sobre uma maior representação regional volta nas eleições gerais deste ano. Para o ex-prefeito de Santo André e pré-candidato a deputado federal Paulo Serra (PSDB) considera que o número de pré-candidatos conhecidos nas sete cidades vai fazer com que o eleitor evite em nomes de outros locais. Ao RDcast, o tucano entende que haverá um cenário de voto distrital no ABC.
Defensor do voto distrital misto, em que parte são eleitos regionalmente e outra parte vem da lista geral, Paulo Serra vê que o eleitor vai dar mais valor para os nomes que conhecem a realidade das sete cidades, tanto na busca de emendas quanto na busca de investimentos junto aos governos estadual e federal.
“Eu acredito que o ABC vai ser a região do Estado de São Paulo com mais votos concentrados em candidatos da região. Isso é muito positivo. Porque, efetivamente nós podemos aumentar a nossa representatividade. O que a gente tem que tomar cuidado é com a quantidade de candidaturas, pois podemos praticar um certo canibalismo. Estou falando como região, não como pré-candidato”, explica.
Se fosse pensar em estratégia, Serra considera que o melhor cenário seria manter os nomes que mais contam com chances de eleição. Com um número grande de futuros candidatos, votos podem ser distribuídos para postulantes que não contam com chances de eleição.
Pauta regional

Questionado sobre a bancada regional deixar de ser uma teoria e virar uma prática em benefício das sete cidades, Serra entende que para alcançar tal ponto é necessária uma pauta em comum entre os eleitos. A ideia é entender quais são as necessidades da região e assim buscar em grupo as ações.
Para esse cenário, o ex-presidente do Consórcio Intermunicipal Grande ABC entende que a entidade regional precisa ter uma mudança em sua governança. Buscando um espaço maior para a participação dos deputados estaduais e federais. Assim, as lutas em comum teriam um espaço maior, sem esbarrar no individualismo.
“O ego não pode sobrepor a pauta. A gente trabalha com política pública. O nome já diz. É público. É para o coletivo, não é para o individual. E quando a gente ganha ou defende algo muito claro, com clareza, que a gente está tendo a oportunidade aqui de falar, a eleição só nos dá a oportunidade de, com um instrumento que é o mandato, tentar viabilizar aquilo que você defendeu”, diz.
“Não vamos falar aqui leis mais duras para combater a violência. Nós temos que lutar por isso se eu estiver no Congresso. Metrô na ABC. Temos que buscar. Eu não quero ficar limitado só ao metrô. Sim. Quero falar de integração tarifária, integração de transporte, de outros modais, financiamento do transporte público para as cidades. Isso é um debate. O financiamento tem que vir do governo federal”, exemplifica.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
