
O governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), confirmou que abriu conversas com o PSDB/Cidadania em busca de apoio para sua tentativa de reeleição. Em visita a Diadema, nessa sexta-feira (26/06), o republicano comentou sobre a polêmica envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O chefe do Executivo paulista defendeu a união do grupo e considera que o embate é um problema familiar que será resolvido futuramente.
Ao ser questionado sobre a busca de apoio da federação PSDB/Cidadania e do Missão, após as desistências de Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão), o governador confirmou conversas com o tucanato e seu interesse em ter as legendas em seu palanque. Mas não confirmou qualquer tipo de acerto.
Em entrevista ao RD Cast, Serra adiantou que sua desistência não tinha qualquer relação com apoio direto a Tarcísio. “Vocês me conhecem e eu sou muito transparente, se a gente está reconstruindo o PSDB, oferecendo uma alternativa a polarização e o PT é o nosso adversário histórico, e só tem dois candidatos, a tendência ou temos mais convergências com o governador Tarcísio. Mas essa agenda ainda não foi construída. Ela será construída pela federação nacional.”.
A expectativa é que a federação confirme sua decisão para os próximos dias. No caso do Missão, a pré-candidatura de Renan Santos à presidência da república é visto como um empecilho para um apoio na eleição estadual. Mesmo assim, Tarcísio mantem sua esperança na formação de um grande bloco.
“E vamos buscar ao máximo construir consenso, construir uma base sólida, grande. Construir um grande bloco para mostrar que São Paulo está na direção certa e conseguimos formar um grande consenso, um grande bloco, mostrando que estamos na direção certa e que queremos seguir na direção certa.”, disse.
Michelle e Flávio Bolsonaro
Questionado sobre as consequências do vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro crítica o pré-candidato a presidência Flávio Bolsonaro, Tarcísio colocou panos quentes e considera que a polêmica é uma “questão familiar”. “É uma questão, que a gente tem certeza, que lá na frente e no tempo breve eles vão chegar a um entendimento, e vão poder caminhar. O grupo tem que estar unido, porque o enfrentamento vai ser difícil. A gente vai ter que fazer um confronto de projetos, de visões de futuro e quanto mais unido a gente estiver, mas forte vai ser.”.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
