
O mercado imobiliário do ABC registrou forte recuperação em abril de 2026. As vendas de imóveis residenciais usados cresceram 66,9% em relação a março, enquanto as locações avançaram 101,5%, segundo levantamento realizado com imobiliárias e corretores dos sete municípios da região. O desempenho reforça a retomada do setor e a crescente procura por imóveis compactos, bem localizados e com melhor relação entre custo e praticidade.
Levantamento realizado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP) com imobiliárias e corretores de imóveis das sete cidades da região aponta aumento nas transações e mudanças no perfil dos consumidores. A demanda tem sido impulsionada principalmente por famílias menores, jovens compradores, investidores e pessoas que priorizam mobilidade urbana e proximidade dos principais centros de serviços e emprego.
Os apartamentos lideraram as vendas no período e representam 69% das negociações, enquanto as casas responderam por 31%. O resultado confirma a preferência por imóveis compactos, com menor custo de manutenção, maior segurança e acesso facilitado à infraestrutura urbana.
Localização é fator decisivo de compra
A localização continua sendo um fator decisivo para a compra. Os imóveis situados em regiões centrais concentraram 39,1% das vendas, seguidos pelas áreas nobres, com 29,9%. As demais regiões responderam por 31% das negociações.
A valorização dos bairros mais estruturados está diretamente relacionada à busca por qualidade de vida, redução do tempo de deslocamento e maior acesso a comércio, transporte e serviços. A consolidação dos modelos híbridos de trabalho também contribuiu para reforçar essa tendência.
Outro destaque do levantamento foi o fortalecimento da procura por imóveis de padrão médio e superior. As unidades avaliadas acima de R$ 501 mil responderam por 37% das vendas registradas em abril. Já os imóveis de até R$ 200 mil representaram apenas 4,3% das transações.
Localização dos imóveis vendidos
| Região | Percentual |
| Central | 39,1% |
| Nobre | 29,9% |
| Demais regiões | 31,0% |
O cenário revela a coexistência de diferentes perfis de compradores. Enquanto parte dos consumidores busca oportunidades de financiamento para aquisição da casa própria, outro grupo investe em imóveis mais valorizados, bem localizados e com padrão construtivo diferenciado.
Casas com dois dormitórios predominam
Entre as casas comercializadas, predominam os imóveis de dois dormitórios, responsáveis por 60% das vendas. Nos apartamentos, as unidades com dois dormitórios também lideraram a preferência dos compradores, concentrando 58,1% das negociações.
O financiamento imobiliário segue como principal instrumento de acesso ao mercado. A Caixa Econômica Federal participou de 30,9% das operações realizadas, seguida por outras instituições financeiras, responsáveis por 23,6% dos financiamentos. As compras à vista representaram 18,2% das vendas, enquanto os acordos diretos com proprietários alcançaram 27,3%.
Os números demonstram um mercado mais flexível, com diferentes modalidades de negociação atendendo perfis variados de compradores.
Perfil dos imóveis alugados
| Tipo de imóvel | Percentual |
| Apartamentos | 69% |
| Casas | 31% |
Locações avançam em ritmo ainda mais acelerado
O segmento de locações também registrou crescimento significativo em abril, impulsionado pela maior mobilidade profissional e pela cautela de consumidores que ainda preferem adiar a compra do imóvel próprio.
Assim como nas vendas, os apartamentos lideraram o mercado de locação, representando 69% dos contratos fechados. As unidades de dois dormitórios concentraram a maior parte da demanda, tanto entre casas quanto entre apartamentos.
A preferência dos locatários continua voltada para imóveis compactos, funcionais e localizados em regiões com infraestrutura consolidada. Os aluguéis entre R$ 1.251 e R$ 2.500 responderam pela maior parcela dos contratos firmados no período.
Entre as modalidades de garantia locatícia, o seguro-fiança manteve a liderança, com 42,6% dos contratos, seguido pelo depósito caução, utilizado em 34,4% das locações. O resultado reflete a busca por maior segurança jurídica e agilidade nos processos de contratação.
Outro dado relevante é que 79,7% dos imóveis alugados foram fechados pelo mesmo valor anunciado, indicando um mercado mais equilibrado e com menor margem para negociações de desconto.
Corretor de imóveis ganha importância em cenário mais competitivo
Em um ambiente de negócios cada vez mais complexo, a atuação do corretor de imóveis torna-se fundamental para garantir segurança jurídica, transparência e eficiência nas negociações de compra, venda e locação.
A profissão é regulamentada pela Lei Federal nº 6.530/78 e pelo Decreto nº 81.871/78, que estabelecem a intermediação imobiliária como atividade exclusiva de profissionais habilitados e regularmente inscritos nos Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis (Creci).
Além da qualificação técnica, o corretor deve atuar com ética e responsabilidade, orientando clientes, avaliando riscos e contribuindo para a segurança documental das operações.
A assessoria especializada reduz riscos de fraudes, auxilia na análise de crédito e garantias locatícias e oferece maior tranquilidade para compradores, vendedores, locadores e inquilinos.
Crescimento acumulado reforça recuperação
Os indicadores consolidados mostram que a recuperação observada em abril não foi um movimento isolado. No acumulado de 2026, as vendas registram crescimento de 23,56%, enquanto as locações avançam 12,23%.
Quando analisado o período de 12 meses, os resultados são ainda mais expressivos: alta de 93,29% nas vendas e de 163,41% nas locações. Os números confirmam o fortalecimento do mercado imobiliário do ABC paulista e apontam para a continuidade da demanda por imóveis compactos, bem localizados e alinhados às novas necessidades dos consumidores.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
