O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou nesta sexta-feira (22/05) que houve um vazamento de dados da Dataprev em 22 de abril, com cerca de 50 mil CPFs de cidadãos vivos acessados. Segundo o INSS, isso corresponde a apenas 3% do total dos acessos indevidos. De acordo com o órgão, 97% dos dados vazados se referem a CPFs de pessoas já falecidas.
O órgão informou que as providências cabíveis foram adotadas, com o envio de comunicação à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) dentro do prazo previsto.
“De acordo com informações preliminares, do total de CPFs acessados, 97% foram de cidadãos falecidos. A Dataprev apurou a ocorrência de aproximadamente 50 mil casos envolvendo indivíduos que não possuem registro de óbito — menos de 3% dos casos registrados. Os dados ainda estão em fase de consolidação pela Dataprev”, afirmou o órgão em nota.
O INSS destacou ainda que a concessão de benefícios exige uma série de documentos e etapas de comprovação.
“Os empréstimos consignados, por exemplo, exigem biometria facial. A pensão por óbito exige certidão de óbito, dentre outros documentos e procedimentos.”
Dessa forma, qualquer concessão de benefício conta com uma série de mecanismos de segurança. O órgão informou ainda que reforça seus controles internos “a fim de oferecer maior segurança à análise de seus benefícios”.