
A busca por uma alimentação mais saudável e sustentável leva cada vez mais pessoas ao veganismo, estilo de vida que exclui produtos de origem animal. Além de motivações éticas e ambientais, os efeitos no organismo ganham atenção da ciência.
Segundo Mariana Cristina Cabral Silva, professora e coordenadora do curso de Biomedicina do Centro Universitário Fundação Santo André, uma dieta vegana bem estruturada oferece vantagens relevantes à saúde. “Quando equilibrada, a alimentação vegana contribui para a prevenção de doenças e melhora o funcionamento do organismo. O segredo está no planejamento nutricional adequado”, afirma a especialista.
A professora aponta melhora da saúde cardiovascular entre os principais efeitos positivos. Dietas ricas em fibras e com menor teor de gorduras saturadas ajudam a reduzir colesterol e pressão arterial. O controle do peso corporal também aparece como benefício, já que alimentos vegetais apresentam menor densidade calórica e maior teor de fibras, o que favorece a saciedade.
Outro destaque envolve o funcionamento intestinal, que se torna mais eficiente com o consumo elevado de fibras, favorecendo a digestão e o equilíbrio da microbiota. Estudos ainda associam dietas vegetais a menor incidência de diabetes tipo 2 e doenças metabólicas, além de indicarem ação antioxidante relevante. Frutas, verduras e legumes contêm compostos que combatem radicais livres e protegem as células contra danos.
Apesar dos benefícios, o veganismo exige atenção para evitar deficiências nutricionais. Entre os pontos mais sensíveis estão a vitamina B12, presente sobretudo em alimentos de origem animal, o ferro com menor taxa de absorção em fontes vegetais, as proteínas que exigem distribuição adequada ao longo do dia e o ômega 3, essencial para a saúde cardiovascular e cerebral. “O acompanhamento profissional garante o consumo adequado de nutrientes e supre a demanda energética das atividades celulares”, reforça a especialista.
Para manter uma alimentação vegana equilibrada, a recomendação inclui variedade no consumo de frutas, legumes, verduras e grãos, presença frequente de leguminosas como feijão, lentilha e grão de bico e combinação de alimentos que favoreçam a absorção de nutrientes, como ferro associado à vitamina C. A avaliação de suplementação com orientação médica pode ser necessária em alguns casos, assim como a redução do consumo de produtos ultraprocessados, mesmo quando classificados como veganos.
Além dos efeitos no organismo, o veganismo associa-se à redução de impactos ambientais, como menor emissão de gases de efeito estufa e menor uso de recursos naturais.
Para a Profa. Mariana, a adoção do veganismo exige decisão consciente e orientação adequada. “Não existe uma única dieta ideal para todos. O essencial é garantir uma alimentação equilibrada, nutritiva e ajustada às necessidades individuais”, conclui.
O Centro Universitário Fundação Santo André, fundação pública municipal, possui mais de 70 anos de atuação, soma mais de 100 mil alunos formados e conta com mais de 100 laboratórios. A instituição tem nota máxima 5 no MEC e oferece cursos nas áreas de Direito, Negócios, Engenharia, Arquitetura, Química, Ciência da Computação, Ciência de Dados e IA, TI, Psicologia e Biomedicina, entre outros. Também mantém programas de bolsas com foco na ampliação do acesso ao ensino superior no país.
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