A vereadora de São Bernardo Luana Eloá (MDB), em entrevista ao RDtv desta segunda-feira (24/03), relatou problemas de transparência no setor da Saúde. A advogada apontou a falta de comunicação sobre as filas para exames e consultas na cidade. Na sua visão, existe uma necessidade de investimento em tecnologia para conseguir informar melhor a população sobre a data de cada atendimento.
“Na verdade, nós herdamos um modo operante e nós precisamos aí buscar essa gestão alterar. O que acontece é que quando eu tomei posse, um número significativo de demandas que eu recebia no gabinete eram pessoas que tinham suas consultas, seus exames marcados, previstos, solicitados, mas já tinham passado dois anos, três anos aguardando essas consultas e não sabiam quanto aconteceria.”, inicia a parlamentar.
“E quando a gente foi apurar, verificar nas UBSs o que estava acontecendo, se tinha essa demanda ou não, muitas vezes nós nos deparamos com consultas que, na verdade, nem estavam no sistema para serem agendadas, exames que nem estavam solicitados no sistema. Então as pessoas aguardavam os seus exames, aguardavam as suas consultas que não estavam para agendamento e isso fazia com que passasse alguns anos, a pessoa na esperança de ser atendida e não tinha. Então, atendendo essas demandas, eu percebi que havia uma falha ali no atendimento, em todo o procedimento de atendimento, entre a primeira consulta, a continuidade de tratamentos e também investigações de diagnóstico, que era a falta da transparência.”, segue a vereadora.

Luana aponta que as principais demandas que chegam ao seu gabinete são relacionadas aos atendimentos de psiquiatras e neuropediatras, duas especializações importantes para aqueles que aguardam algum diagnóstico de neurodivergência.
O principal ponto apresentado para o problema está na saída do pedido de exame ou consulta nas Unidades Básicas de Saúde e sua chega aos centros de especialização. A vereadora afirmou que vai procurar a Secretaria de Saúde para relatar esses casos e procurar uma solução que possa informar melhor cada munícipe que procura por atendimento.
“Então, pensando nisso, nessa questão da transparência, a gente buscou, a gente pesquisou, e há possibilidade de se criar meios eletrônicos que dê acesso ao público a que ele possa verificar em qual posição da lista ele está de espera para o atendimento das suas consultas ou dos seus exames na rede municipal. Então, a nossa busca é que a Prefeitura possa proporcionar meios eletrônicos de verificação, qual a minha posição na fila de espera, e qual é a possibilidade, o tempo possível para ser o chamado nessa consulta.”, inicia a explicação.
“A gente precisa dar uma previsibilidade para a população, para que ela possa saber quando ela vai passar nessa consulta, lógico, a gente não está querendo criar nada que vai interferir ou vai atrapalhar critérios que o SUS hoje aplica, que são importantes como risco, emergência, questão de urgência, prioridade de atendimento, nada disso.”, conclui.
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