A CPI do Semasa instalada em meados de março na Câmara de Santo André, com o objetivo de apurar o suposto esquema de extorsão na autarquia, ganhou contornos mais rebuscados por conta do apetite dos mais variados campos políticos, que estão com a lupa na sucessão eleitoral.
Em um cenário cada vez mais contaminado pela atmosfera de campanha, cabe aos integrantes da comissão o olhar fatídico desprovido de paixões partidárias. Parece algo utópico, mas sem isso, de nada valerá a apuração. Nos bastidores, alguns vereadores que integram o time da investigação demonstram preocupação em relação aos próximos passos devido às pressões.
Independentemente do desfecho da varredura, em se tratando de conotação político-partidária, diante da iminente eleição, sempre haverá resmungos de um lado ou de outro. Cabe então aos edis escalados – Donizeti Pereira, Almir Cicote, Marcelo Chehade, Toninho de Jesus e Montorinho – a sobriedade política para definir os próximos passos sob o prisma da evidência – ou não – dos fatos. Sem dúvida, a população de Santo André espera só a verdade. Afinal, o que está em jogo é o dinheiro público.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
