
Pela terceira edição consecutiva, a Itália está fora da disputa da Copa do Mundo. Dona de quatro títulos mundiais e de uma das camisas mais tradicionais no futebol, a seleção italiana vive uma crise e um dos capítulos mais dolorosos de sua história.
Assim como nos Mundiais anteriores, a ausência veio após decepção nas eliminatórias e queda na repescagem continental.
Depois de terminar na segunda colocação do Grupo I das Eliminatórias da Europa para a Copa do Mundo com 18 pontos, seis a menos que a Noruega, a Itália ganhou uma segunda chance na repescagem continental. No primeiro duelo decisivo, os italianos derrotaram a Irlanda do Norte por 2 a 0 e avançaram para a decisão contra a Bósnia e Herzegovina. Entretanto, após 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, a seleção italiana foi eliminada nos pênaltis, por 4 a 1.
O mais recente vexame escancarou uma grave crise institucional e técnica do futebol italiano. Depois da queda para os bósnios, ídolos da seleção se desligaram da seleção. O técnico Genaro Gattuso foi dispensado, enquanto Gianluigi Buffon, que ocupava o cargo de gerente-geral da seleção, pediu as contas. Além deles, Gabriele Gravina, presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), renunciou ao cargo. Todos esses desligamentos fazem parte de uma tentativa de reformulação.
Vale ressaltar que a última vez que a seleção italiana disputou o Mundial foi em 2014, no Brasil. De lá para cá, o país passa por uma crise interna que resultou em ausências nas Copas de 2018, na Rússia, 2022, no Catar, e agora em 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá.
Antes disso, os italianos já haviam acumulado decepções e fracassos nos Mundiais de 2010, na África do Sul, e em 2014. Em ambas as edições, os europeus deram adeus à competição ainda na fase de grupos.
Fora da Copa deste ano, a Itália foca na reconstrução visando o Mundial de 2030, que será realizado na Espanha, Portugal e Marrocos. Para celebrar o centenário do torneio, os jogos de abertura também vão acontecer na América do Sul, partidas programadas para Uruguai, Argentina e Paraguai.
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