Em comemoração aos 18 anos de sucesso, em pleno mês da mulher, a atriz Maximiliana Reis e a filha Rebeca Reis, ambas de São Bernardo, sobem ao palco do Teatro Lauro Gomes neste final de semana (24 e 25 de março), junto à atriz Cacau Melo para interpretar 12 mulheres em diferentes situações no espetáculo Os Monólogos da Vagina. O texto da escritora norte-americana Eve Ensler tem adaptação de Miguel Falabella. A comédia também será apresentada no Teatro Municipal de Santo André no dia 19 de maio.
A peça reúne depoimentos verídicos de mais de 200 mulheres sobre sexualidade, de maneira humorada, direta e livre de preconceitos numa reflexão da mulher com a própria sexualidade. A comédia já passou pela região por diversas vezes, mas é a primeira vez que reúne mãe e filha em cena. “Com sete anos Rebeca já brincava de fazer monólogos, encenava personagens inconscientemente e com o tempo se tornou atriz. Hoje faz parte do elenco”, conta Maximiliana.
A mãe, atriz e produtora cultural, faz está no teatro desde 1983. Trabalhou e excursionou com a Cia. Arte Livre por nove países, num total de 320 cidades europeias, e conquistou nove festivais internacionais. Rebeca puxou a mãe. Estudou no colégio Ábaco, em São Bernardo, se tornou atriz, cantora, produtora de evento por formação e iniciou a carreira aos sete anos, no espetáculo A Patolândia.
Ao ser convidada para contracenar o monólogo em 2007, Maximiliana confessa “Quando ouvi falar da peça, discriminei só pelo nome, achei que fosse um espetáculo de baixarias. Mas quando assisti, me surpreendi, me apaixonei cena a cena e ao final meu desejo era participar daquela montagem”, conta.
A proposta de mergulhar no universo feminino, resgatar a liberdade e dignidade da expressão feminina de Miguel Falabella, ao adaptar o livro ao teatro, cresceu e a peça se tornou um resgate, afago e carinho para todas as mulheres e homens que respeitam e tentam trilhar os difíceis caminhos de um grupo social injustiçado. “É um grande exercício de atriz que nos coloca à prova várias situações, desde as garotinhas com a primeira menstruação até relatos de mulheres idosas”, explica Maxiliana.
Embora o gênero seja comédia, a peça ganha um tom dramático ao retratar as relações familiares, o estupro e como as mulheres são abordadas. “É um momento chocante, há uma quebra de cena que, propositalmente, choca o público e logo na sequência o desafio é trazer o público do êxtase de volta a comédia”, completa. Maximiliana conta que recebeu depoimentos de mulheres que se identificaram e saíram repaginadas da plateia do espetáculo. “A peça não afeta somente as mulheres, mas aos homens que enxergam a situação de familiares, que vivenciaram aquilo”, explica.
Além de Maximiliana Reis, atrizes consagradas, como Zezé Polessa, Cláudia Rodrigues, Cissa Guimarães, Fafy Siqueira, Totia Meirelles, Bia Nunes, Lucia Veríssimo, Tânia Alves, Elizângela, Mara Manzan, Chris Couto, Claudia Alencar e Adriana Lessa foram algumas das mulheres que também encenaram o monólogo ao longo dos 18 anos em cartaz.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
