Serra diz que entidades podem não passar por cortes

(Foto: Giullia Micalli)

Um dia após entidades filantrópicas tomarem o auditório da Câmara dos Vereadores de Santo André contra os cortes de subvenções, o prefeito Paulo Serra (PSDB) assegurou ao RDtv nesta sexta-feira (04/08), que o governo analisa restabelecer nos próximos dias os valores integrais anteriormente previstos às associações. O tucano lembrou que a gestão do antecessor Carlos Grana (PT) deixou passivos de R$ 320 milhões para justificar o contingenciamento nos repasses.

Serra garantiu que não haverá prejuízo nos serviços assistenciais em Santo André e que o impasse entre governo e o terceiro setor está em curso de ser solucionado. O prefeito avaliou que existe uma postura “oportunista” por parte da oposição, encabeçada pelo PT, para tumultuar a relação entre as partes. Segundo o tucano, uma nova projeção financeira às entidades será estabelecida nos próximos dias.

“Garanto que nenhuma família será desassistida. Qualquer fala contrária será politicagem e o PT é especialista nisso. Já fiquei mais de duas horas com as entidades e a possibilidade hoje de ter nenhum contingenciamento é muito grande. Então a gente deve confirmar que o contingenciamento para unidades deve ser zero”, assegurou o prefeito, que citou como exemplo a Secretaria de Saúde, com recursos de R$ 561,6 milhões previstos no exercício 2017, como setor hoje livre de contingenciamento.

O chefe do Executivo também refutou a palavra “corte” às subvenções para entidades, apenas citando que houve um contingenciamento necessário por conta de dívidas herdadas da gestão anterior. “Começamos com 50% de contingenciamento, porque o PT deixou R$ 320 milhões em dívidas. Mas com as medidas de austeridade chegamos a reduzir o contingenciamento às entidades de 10% a 15%”, disse.

Diferentemente do que deseja o vereador e seu vice-líder de governo no Parlamento, Fábio Lopes (PPS), Serra afastou, por ora, quaisquer possibilidades de afastamento do secretário de Cidadania e Assistência Social, Marcelo Delsir. Durante a sessão de quinta-feira (03), o parlamentar o acusou de não ter “dignidade de deixar o cargo de secretário”.

“Com relação aos secretários, temos confiança na equipe formada (no primeiro escalão). Há percalços, falha de comunicação e a crítica de vereadores é legítima de discordar do ponto de vista dos secretários e até do prefeito. Mas temos confiança na equipe que está lá”, minimizou.

O governo estima que cerca de R$ 10 milhões estavam previstos para entidades em 2017 e que a última projeção de contingenciamento se encontrava na casa dos R$ 2 milhões. No entanto, a expectativa do Paço é que no fim, todo o valor integral previsto na peça orçamentária seja restabelecido ao terceiro setor.

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