
Quando se fala em menopausa, a conversa costuma parar nas ondas de calor, nas alterações de sono e nas mudanças de humor. O Dia Mundial da Menopausa, lembrado em 18 de outubro, é uma oportunidade de ampliar essa lista, e há um sintoma que quase nunca chega no debate: a perda involuntária de urina.
O sintoma silencioso
Os escapes de urina afetam 56% das mulheres brasileiras com mais de 40 anos, segundo a pesquisa “Escape do tabu: retratos da incontinência urinária no Brasil”, realizada pelo Ipsos a pedido da Apsen e divulgada em agosto deste ano. Ainda assim, 87% das mulheres com incontinência urinária nunca realizaram nenhum tipo de tratamento para a condição. É a mesma faixa etária em que começam a perimenopausa e a menopausa, e a coincidência não é acaso: boa parte desses casos tem origem nas mudanças hormonais dessa fase.
Com abrangência nacional e foco em mulheres de 40 anos ou mais, o levantamento mostra o tamanho da distância entre saber e agir. Entre as entrevistadas, 58% sabem que a incontinência urinária tem tratamento, mas apenas 13% das que convivem com a perda urinária realizam algum. Em paralelo, 52% afirmam ter mudado algum hábito por medo de escapes, da forma de se vestir à redução de caminhadas, esportes e atividades físicas.
O silêncio também aparece dentro do consultório. Entre as brasileiras com incontinência acima de 50 anos, 64% relatam dificuldade de falar sobre o problema, inclusive com especialistas, e 54% das entrevistadas afirmam que nenhum ginecologista, clínico geral ou outro profissional de saúde perguntou sobre escapes de urina durante os atendimentos.
Vergonha, falta de informação e baixa procura por orientação seguem como as principais barreiras para o cuidado. Nomear o sintoma como parte da menopausa é o que tira o assunto do campo do constrangimento e o devolve ao da saúde.
Por que a queda hormonal mexe com a bexiga
A Dra. Márcia Salvador Geo, coordenadora das equipes de Ginecologia/Obstetrícia e Uroginecologia da Rede Mater Dei de Saúde, explica que existe uma causa fisiológica bem estabelecida por trás dos escapes nessa fase, ainda que ela raramente circule fora do consultório.
“A queda do estrogênio afeta o tecido da uretra e a musculatura do assoalho pélvico, que perdem sustentação. Esse conjunto de alterações tem nome: síndrome geniturinária da menopausa. Por isso muitas mulheres passam a notar escapes ao tossir, rir, espirrar ou se exercitar justamente nessa fase. Também é comum surgir a urgência para urinar, uma vontade súbita e difícil de segurar, que muitas vezes vem acompanhada de perda de urina antes mesmo de chegar ao banheiro. São sintomas frequentes, mas não inevitáveis: existe tratamento, da fisioterapia pélvica a abordagens medicamentosas e cirúrgicas, e o diagnóstico correto é o que define o caminho.”
A especialista aponta que o índice de 87% sem nenhum tratamento diz menos sobre a medicina disponível e mais sobre o silêncio em torno do tema. “A maioria das pacientes leva anos para trazer o assunto ao consultório, porque acredita que aquilo faz parte natural do envelhecimento. Quando a conversa acontece cedo, o resultado costuma ser muito melhor.”
Uma conversa sem tabu sobre o público 50+
É esse silêncio que Plenitud® quer enfrentar. A marca oferece soluções confortáveis e tecnológicas, pensadas para pessoas maduras e com vidas ativas, que se adaptam à rotina com naturalidade e funcionam como uma roupa íntima comum.
A nova campanha da marca, cocriada com a atriz Heloísa Périssé, sua embaixadora, propõe ampliar o olhar sobre a incontinência urinária com uma abordagem mais leve, contemporânea e acolhedora, distante de estereótipos e alinhada ao momento atual da mulher madura.
“Quando a gente fala sobre isso com leveza e verdade, muitas mulheres se reconhecem imediatamente. Achei muito potente participar de uma campanha que olha para essa fase da vida sem tabu, sem vergonha e sem limitar a mulher. Pelo contrário: falando sobre liberdade, conforto e qualidade de vida”, comenta a atriz.
Para Plenitud®, celebrar o dia 18 de outubro é reforçar que a menopausa não se resume a uma lista de perdas e que nenhum de seus sintomas, inclusive os que ainda causam constrangimento, deveria limitar a vida de ninguém. Amadurecer também pode ser sinônimo de autonomia, confiança e bem-estar.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
