
De acesso à internet e uso de aplicativos, passando por ofertas e compras por redes sociais, e até benefícios previdenciários. Estes são alguns assuntos abordados no novo levantamento do Procon-SP, a terceira edição da pesquisa de hábitos de consumidores com 60 anos ou mais. A consulta é divulgada nesta semana quando se comemora o Dia Internacional da Pessoa Idosa, no dia 1º de outubro.
Envolvendo 812 consumidores dessa faixa etária, mais de 78% dos participantes informaram receber ofertas de produtos ou serviços em suas redes sociais e telefone, sendo que apenas 29% compram por esse meio. Entre os que informaram que compram, mais de 69% tiveram problemas – tais como atraso ou não entrega do produto, a empresa alegar não pagamento ou até mesmo ser uma empresa “fantasma”, falta de atendimento humanizado.
Acompanhe o relatório completo com metodologia, perfil dos participantes, gráficos e mais informações, aqui procon.sp.gov.br/wp-content/uploads/2026/09/Rel-Pesq-Comp-Pessoa-Idosa-2026.pdf
Dificuldades com apps
Ao serem perguntados se possuíam celular com acesso à internet e aplicativos, 96% afirmaram positivamente; mas quase 54% afirmaram que, em alguma ocasião, deixaram de contatar ou comprar por que a empresa trabalha só por meio de aplicativo.
Entre as principais causas para essas dificuldades: a usabilidade do aplicativo, a necessidade de reconhecimento facial, e também do próprio conhecimento com a tecnologia, já que viram muitos passos para concluir o cadastro ou tiveram erro durante o processo.
As edições anteriores, feitas em 2024 e 2025, também indicaram amplo acesso à internet e aplicativos e, ao mesmo tempo, relatos de dificuldades para o contato com as empresas e para a compra de produtos ou serviços quando o aplicativo é o único canal disponibilizado. Os resultados mostram que as empresas e instituições precisam desenvolver meios para garantir que o público com mais de 60 anos tenha um acesso efetivo e de forma autônoma.
Benefícios previdenciários e crédito consignado
Do total de consumidores que responderam às questões, 79% eram aposentados ou pensionistas. Neste grupo, quase 25% já identificaram algum desconto não autorizado referente à entidade associativa no benefício do INSS; e quase 18% declararam já ter ocorrido débito de empréstimo consignado não contratado.
Ainda sobre crédito consignado, 39% já tiveram um empréstimo consignado renovado (ou refinanciado) sem a sua autorização ou sem ter clareza sobre a contratação. E a dificuldade para conseguir cancelar ou contestar a operação foi reportada por quase 89% dos participantes do levantamento.
Sobre a pesquisa
Respondido espontaneamente por 812 consumidores com 60 anos ou mais entre 20 de julho e 17 de agosto, o questionário ficou disponibilizado no site da Fundação e também foi aplicado no Posto de Atendimento Pessoal do Procon-SP da Liberdade e em Centros de Referência do Idoso (da Secretaria Municipal de São Paulo).
Os resultados da iniciativa, que acontece anualmente desde 2024, constituem indicadores importantes que permitem identificar situações e dificuldades recorrentes no grupo pesquisado e podem subsidiar ações de orientação, educação para o consumo e novos estudos sobre o tema.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
