
A eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo repercute entre os brasileiros. O ex-atacante Muller fez duras críticas à atuação da equipe de Carlo Ancelotti na derrota por 2 a 1 e afirmou que a seleção foi dominada durante praticamente todo o confronto.
Na avaliação do comentarista, o Brasil pouco incomodou os noruegueses e permitiu que o adversário controlasse a partida com tranquilidade.
“A gente viu uma seleção brasileira morta dentro de campo, um time omisso, não apertou em nenhum momento a seleção da Noruega. A seleção da Noruega, como o Luisão disse, do começo ao fim não encontrou dificuldade nenhuma para se defender, mas encontrou muita facilidade para conduzir o jogo, atacar.”
Para Muller, a facilidade encontrada pelos europeus acabou refletindo diretamente no desempenho de Erling Haaland, autor dos dois gols da classificação norueguesa.
“E quando viu que o jogo estava muito fácil, muito mamão com açúcar, em duas ações do ataque foram dois gols do Haaland. Por quê? Tamanho era a facilidade que eles encontraram.”
O ex-jogador também direcionou críticas ao trabalho de Carlo Ancelotti, afirmando que o treinador ainda não conseguiu dar uma identidade à seleção brasileira, mesmo após um ano no comando.
“Então acredito que a grande parte de culpa é do treinador, que está um ano na seleção brasileira e não deu um padrão de jogo para o time, que é o mínimo que um técnico tem que fazer para um time. A seleção brasileira não tem padrão de jogo, não tem uma identidade. É encontro de gerações. A velha geração de duas Copas passadas com um pouco da nova que estava ali”, concluiu Müller.
O Brasil acabou eliminado nas oitavas de final após perder por 2 a 1 para a Noruega. A partida também ficou marcada pelo pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães, escolhido pela comissão técnica para a cobrança.
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