ABC - terça-feira , 7 de julho de 2026

Justiça condena Taka a prisão por associar assessor de Lula ao PCC

Taka Yamauchi diz que vai se defender no processo. (Foto: Reprodução/RDtv)

Decisão da 258ª Zona Eleitoral condenou o prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB) a seis meses e 25 dias de detenção, mais 10 dias de multa por conta de ter feito, em agosto de 2024, durante campanha eleitoral, associação do PT, partido do seu adversário naquele pleito – José de Filippi Júnior – ao crime organizado. O emedebista falava de pessoa apelidada de Marcola, que teria enviado dinheiro de forma irregular para Diadema. Na época a fala foi associada a Marcos Willians Herbas Camacho, líder do PCC (Primeiro Comando da Capital) que está preso. O chefe do gabinete pessoal do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, também conhecido pelo apelido de Marcola, processou Taka por calúnia e difamação. A decisão é de primeira instância e cabe recurso.

A sentença determina pena a ser cumprida em regime, inicialmente, aberto. Em nota, o prefeito de Diadema não demonstrou preocupação. Diz que vai se defender ao longo do processo. “Em relação à decisão proferida pela Justiça Eleitoral, o prefeito Taka Yamauchi informa que tomou ciência da sentença, que se refere a fatos ocorridos durante o período eleitoral. A decisão foi proferida em primeira instância e ainda está sujeita a recurso, que será apresentado no prazo legal, conforme orientação de sua assessoria jurídica. O prefeito reafirma seu respeito às instituições e à Justiça, confiante de que os esclarecimentos serão devidamente apreciados pelas instâncias superiores, no exercício pleno do direito ao contraditório e à ampla defesa. Neste momento, não haverá manifestação adicional sobre o mérito do processo”, diz o comunicado.

Durante debate entre os prefeituráveis, promovido pelo site G1, no dia 23 de agosto de 2024, Taka usou a frase que motivou a condenação. “O Brasil vem sofrendo há muito tempo com crime organizado, inclusive o tal de Marcola lá em Brasília de forma irregular mandou dinheiro aqui pra Diadema conforme denunciado pela mídia e o pior é que esse dinheiro não chegou para a população. A pergunta é simples candidato: cadê o dinheiro? Está vindo de táxi?”, indagou Taka a Filippi.

Nos autos o chefe de gabinete de Lula, diz que a confusão dos apelidos foi proposital. Taka já tinha sido condenado por conta deste mesmo episódio em abril e a justiça determinou uma multa de R$ 14 mil por danos morais. “A expressão ‘crime organizado’ conjugada ao nome de ‘Marcola’ produz em qualquer brasileiro o efeito imediato de remeter, ao conhecido líder de uma das maiores facções criminosas em atividade no Brasil, cujo nome real é Marcos Willians Herbas Camacho”, aponta a defesa de Ribeiro.

 

 

 

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