
O gabinete de crise do Governo de São Paulo, criado para enfrentar os casos de intoxicação por metanol após ingestão de bebidas alcoólicas, mantém o monitoramento dos casos de saúde e intensifica as operações contra a falsificação e adulteração de bebidas.
Entre as principais ações desta quinta-feira (9/10) está a Operação Gota a Gota, voltada a coibir irregularidades na comercialização de bebidas destiladas. Nesta etapa, sete inscrições estaduais foram suspensas, elevando para 15 o total de suspensões desde o início das operações. Ao mesmo tempo, 13 estabelecimentos foram fiscalizados.
O balanço da SES-SP (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo), desta quinta-feira (09/10), informa que o total de casos descartados por intoxicação por metanol, após análises clínicas e epidemiológicas, subiu para 152, incluindo 41 novos casos descartados. O estado contabiliza 23 casos confirmados e 148 em investigação.
Desde a confirmação dos primeiros casos, em setembro, ações de saúde e segurança foram reforçadas em todo o estado, assim como a comunicação para esclarecer à população os riscos e a situação real.
Interdição
Outra frente de fiscalização envolve visitas da força-tarefa a estabelecimentos ligados a casos em investigação por contaminação por metanol. Nesta quinta-feira, uma adega clandestina em Diadema, no ABC, teve 125 garrafas interditadas para comercialização, 17 apreendidas e seis com conteúdo descartado. As garrafas permanecem interditadas até a conclusão dos laudos periciais do laboratório da Polícia Civil, que definirão se serão liberadas ou inutilizadas.
Ainda em Diadema, um supermercado teve 511 garrafas de bebidas alcoólicas interditadas para comercialização. As ações contaram com equipes das vigilâncias sanitárias estadual e municipal, além da Polícia Civil.
Na capital paulista, uma distribuidora sem licença foi totalmente interditada após fiscalização da vigilância sanitária municipal, com apoio da Secretaria da Fazenda (Sefaz) e da Polícia Civil. O local apresentava condições sanitárias inadequadas, com produtos armazenados a céu aberto e sem proteção.
Ao todo, 13 estabelecimentos foram interditados e 26 locais fiscalizados pelas equipes da Vigilância Sanitária Estadual, em parceria com as vigilâncias municipais, o Procon e a Polícia Civil. As interdições ocorrem por diferentes motivos, incluindo irregularidades fiscais e sanitárias.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
