Mais do que prevenir a gravidez, os métodos contraceptivos devem estar alinhados ao estilo de vida e às condições de saúde de cada paciente – sempre com orientação médica. Do DIU ao implante subcutâneo, há uma ampla gama de opções, cada uma com características e benefícios específicos.
Em entrevista ao RDtv, o ginecologista e obstetra Sérgio Makabe, diretor do curso de Medicina da USCS (Universidade de São Caetano do Sul), detalha as diferenças entre os principais métodos e como eles agem no organismo. “Cada mulher tem um ciclo menstrual único. Por isso, é essencial considerar se há desejo de engravidar, como é a menstruação e se existem contraindicações”, orienta o médico.

Métodos de longa duração
Entre os contraceptivos mais recomendados por sua praticidade e eficácia estão os dispositivos intrauterinos (DIUs) e os implantes subcutâneos. O DIU hormonal, com duração de até cinco anos, reduz o fluxo menstrual e costuma ser indicado para mulheres que sofrem com sangramentos intensos. Já os modelos de cobre ou prata, que não contêm hormônios, podem durar até dez anos, mas aumentam as cólicas em algumas pacientes.
Outro método elogiado é o Implanon, um pequeno bastão inserido sob a pele do braço, que libera hormônios continuamente por até três anos. “A falha do implante é menor do que a do DIU, e ele não se desloca. Em cinco minutos, com anestesia local, o procedimento está feito”, detalha Makabe. Contudo, ele alerta que podem ocorrer sangramentos durante os primeiros dias de uso.
Pílulas e injeções
Mesmo com a popularização dos métodos de longa duração, a pílula anticoncepcional ainda é usada por 50% das mulheres brasileiras, de acordo com o ginecologista. Embora eficaz, o método requer uso diário e falhas por esquecimento são comuns. Por isso, alternativas que não dependem do uso diário ganham espaço.
As injeções mensais, com estrogênio e progesterona, e as trimestrais, à base apenas de progesterona, são distribuídas pelo SUS e têm boa eficácia. “Muitas pacientes acham que engordam com os hormônios, mas isso depende da dosagem e do organismo”, explica.
Outras opções disponíveis
O anel vaginal é um método que ganha adesão. A própria paciente insere o anel, que permanece por três semanas e é retirado na quarta. “Algumas têm receio de perder o anel dentro do corpo, mas isso não acontece, pois recebem orientação adequada”, diz Makabe. O produto é vendido em farmácias e custa o mesmo que uma cartela de pílula.
Já o adesivo hormonal é trocado semanalmente e pode ser colado em diferentes partes do corpo. Assim como o anel, ele é uma alternativa para quem quer evitar esquecimentos ou busca métodos com menos efeitos colaterais.
Métodos contraceptivos para homens
No campo da contracepção masculina, as opções continuam limitadas. “Ainda é difícil imaginar homens que tomem pílula todos os dias, já que esquecem com facilidade”, comenta. A vasectomia, por ser definitiva, segue como a escolha mais comum entre os homens.
Makabe ressalta que, de modo geral, os anticoncepcionais têm maior efetividade nas mulheres, justamente porque as opções são mais variadas e acessíveis. Seja qual for o método, é essencial conversar com um especialista para avaliar qual é o mais seguro e adequado ao perfil da paciente.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
