Ação feito em contrapartida a utilização do estádio Primeiro de Maio pelo São Bernardo Futebol Clube, o Projeto Tigrinho é o último ponto a ser resolvido após a saída da família de Luiz Fernando Teixeira do comando do clube. Nesta segunda-feira (14), o ex-mandatário do Tigre fez críticas ao prefeito Orlando Morando e garantiu que o time foi “arrancado” de suas mãos por questões políticas.
“Eu acabo escutando uma série de fofocas sobre o fim do Projeto Tigrinho, que a Prefeitura quer acabar com o projeto, mas eu não acredito em fofocas. Eu estou procurando o prefeito, já procurei por diversas vezes para falar sobre o assunto. Eu quero conversar sobre isso, pois é uma ação importante”, disse Luiz Fernando em seu escritório.
O projeto atende 6,7 mil crianças em São Bernardo desde 2009, após um pedido do Poder Executivo. Segundo Teixeira, não existes custos para o município. A Prefeitura apenas fica com a responsabilidade de ceder o espaço físico e de fiscalizar como a ação está ocorrendo. “Eu não quero tirar o projeto de São Bernardo. Eu espero que a Prefeitura não queira tirar isso. Por enquanto está acontecendo e vai continuar acontecendo”, afirmou.
Saída
Sobre a entrega do clube para as mãos de Edinho Montemor, Luiz Fernando Teixeira voltou a dizer que o fato ocorreu por questões políticas, principalmente com a mudança do comando da Prefeitura são-bernardense de um prefeito petista (Luiz Marinho) para um tucano (Orlando Morando). O fato ocorreu após a informação de que a atual gestão cobraria R$ 150 mil para que clube pudesse mandar suas partidas no estádio Primeiro de Maio.
“Não tinhamos certeza se disputaríamos o Campeonato Paulista em São Bernardo. Ficou uma interrogação e isso acabou atingindo todo o planejamento. Não estou dizendo que essa foi a causa da nossa queda, mas nos atrapalhou muito. Desde então já passamos o comando do time para o Edinho Montemor. Todo o investimento para a Série D do Brasileirão foi feito pelo novo comando do clube”, explicou o ex-presidente.
Luiz Fernando Teixeira negou a possibilidade de investir em outro time do estado que não seja o São Bernardo FC e que espera que o time consiga se manter grande. “Não é um time meu, é um projeto para a cidade. Eu adquiri ele assim e estou entregando ele assim. Falei para o Edinho que o clube não deve ser entregue para um empresário de fora ou investidor, deve ser de São Bernardo”, concluiu.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
