Árvore de Natal não pode faltar

arvores de natal
Foto: Divulgação

árvore de Natal é um dos símbolos mais populares associados à principal festa cristã. No Brasil, a tradição, que começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero, só chegou no início do século 20. Demorou, mas caiu no gosto dos brasileiros. Nos dias de hoje, embora sejam menos comuns, algumas residências são decoradas com árvores nativas do País, como pitangueiras e jabuticabeiras, mas a melhor opção é sempre apostar no tradicional.

 

“A festa do Natal é muito particular. As árvores e o Papai Noel são elementos que simbolizam o Natal e não podem faltar”, diz a decoradora Maximira Durigan, em Santo André. Isso vira regra se a família tem crianças em casa. “Colocar a árvore na sala de estar com os presentes embaixo traz um toque mágico às festas e agrada os filhos”, diz. Para Maximira, é possível fazer uma decoração mais contemporânea, mas o valor dado ao tradicional não permite que se fuja muito da decoração típica natalina.

 

Portanto, quem vai partir para a árvore natural deve saber que existem várias espécies de pinheiros, como as tuias, os cedrinhos, as criptomérias e as camecíparis. Tendo em vista que essas plantas não sejam de origem nacional e não se adaptam ao clima brasileiro, é fundamental seguir à risca algumas recomendações para as árvores viverem mais.

 

O engenheiro agrônomo e paisagista Nilton Soares Val, também de Santo André, afirma que essas espécies têm características bem variadas. Todas têm formato de cone. A diferença é que algumas são mais densas e compactas e outras possuem folhas mais espaçadas e espinhosas. Outro aspecto que diferencia as espécies é a coloração, que pode variar de uma pigmentação mais amarelada nas pontas até tons mais escuros de verde.

 

Manutenção – O agrônomo conta que o local onde a muda é posicionada não deve ter muito vento e precisa de luz natural. “A iluminação precisa ser baixa para a planta não fazer muita fotossíntese e consumir a seiva restante nas raízes”, ensina. Quando isso ocorre, a árvore começa a ficar seca e marrom e morre rapidamente.

 

Nilton Soares Val conta que a morte precoce da planta é recorrente por conta da forma brusca com que os produtores fazem a remoção. O ideal seria que as mudas passassem pelo processo de sangria, quando as raízes começam a ser cortadas 45 dias antes da retirada da terra. Além disso, torrões de terra devem ser removidos juntamente com as raízes, o que dá longevidade maior à planta.

 

As mudas utilizadas no Brasil são importadas de países europeus, portanto mais acostumadas a amplitudes térmicas maiores, então mais resistentes a verões intensos e invernos rigorosos. Por isso, as dicas são essenciais para a sobrevivência em clima tropical. A recomendação é que as mudas rejam regadas duas vezes por semana, na quantidade de um copo de 250ml. “O vaso não deve ficar encharcado nem seco demais e a avaliação da umidade da terra pode ser feita com o dedo mesmo”, afirma o biólogo Fabrício Melito Rocco, da Physis Jardinagem, em Santo André.

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